Nos dias quentes de verão...

...o legal é rimar diversão com moderação. Veja os cuidados que você deve ter com as crianças, para aproveitar muito bem esse período de descanso

Por Rose Araújo

 

Passar pelas férias levando na mala apenas boas recordações. Isso é o que todos esperam, certo? Para ajudar pais e mães a curtirem esse período de farra da melhor maneira possível, a NA MOCHILA montou um pequeno “manual de sobrevivência”. Os pediatras José Gabel e Kerstin Abagge explicam como proteger e cuidar dos pequenos para que esse período do ano seja só de alegria e farra.

 

Cuidados com o sol

 

O horário de exposição "seguro" ou o chamado "sol amigo" ainda é aquele antes das 10h e depois das 16h. “O problema é que muito raramente as crianças vão à praia nesse horário”, ressalta Kerstin. Por isso, não deixe de passar o filtro solar sempre, em todo o corpo, repetindo a aplicação a cada duas horas. Sombra e proteção mecânica, como boné, guarda-sol e roupas, são essenciais. Dar muito líquido (água, de preferência) para a criança também é lei!

 

A pediatra Kerstin Abagge ainda dá outras dicas:

 

1) Acima dos 6 meses, usar filtro solar com classificação "baby", que são protetores físicos ou de barreira e, acima dos 2 anos, os infantis.

 

2) Siga a "regra da sombra": quanto maior ela for, mais seguro é (lembrando que, no horário do meio dia, com o sol a pino, a sombra que fazemos no chão é praticamente ausente).

 

3) Não esquecer de passar protetor em locais como a região das orelhas e dorso dos pés.

 

4) Roupas de tecido de trama fina protegem mais. Tecidos secos protegem mais do que molhados.

 

Cuidado com a insolação!

 

A insolação é um estado delicado da pele provocado pela exposição excessiva do corpo ao calor solar. Isso leva à destruição das células da pele, à eliminação dos líquidos armazenados entre essas células, respiração e suor intensos, além do envelhecimento precoce e a possibilidade de desenvolver câncer de pele. O melhor é não deixar chegar a esse ponto, mas, caso ocorra, procure um médico para avaliação. E não use receitas caseiras (como pasta de dente e maisena na pele) para amenizar os sintomas, pois elas podem agravar a situação.

 

 

Insetos, não!

 

Praia ou campo são locais onde a criança acaba entrando em contato com mais insetos do que o normal, principalmente pernilongos e borrachudos, que podem, inclusive, causar doenças. Os repelentes estão indicados a partir dos 2 anos (abaixo disso, a partir dos 6 meses, usar somente os à base de IR 3535 – substância que existe no repelente infantil da Johnson & Johnson, por exemplo).

 

“Os repelentes devem ser aplicados pelo adulto, apenas nas áreas expostas da criança e devem ser usados os infantis, pois possuem menor concentração da substância ativa”, avisa a médica. A reaplicação deve ser a cada 4 horas (no caso dos produtos à base de DEET). O repelente à base de picaridina é mais seguro e mais efetivo, podendo ser reaplicado a cada 6 horas. Em crianças menores de seis meses, a proteção fica por conta de roupas, mosquiteiros e telas nas janelas.   

 

Afogamento

 

“Crianças podem se afogar em pouco volume de água, como em baldes, banheira, sanitários”, alerta o pediatra José Gabel. Portanto, todo cuidado é pouco. Os pais e responsáveis precisam ficar de olho para evitar acidentes.

O afogamento ocorre quando líquidos, como água doce ou do mar, por exemplo, são aspirados, ingeridos e levados aos órgãos respiratórios – nariz, boca, traqueia, brônquios  e pulmões –, provocando dificuldade para respirar e fazer trocas gasosas.

 

Os principais sinais e sintomas de um possível afogamento são mal-estar, distensão abdominal, fraqueza, baixa temperatura, fadiga, cansaço, dores, náusea, vômitos e desmaio. A gravidade do afogamento pode ser avaliada e dimensionada após o tempo que o indivíduo passou com água nos pulmões, de acordo com o médico.

 

Parece assustador pensar nessa situação, porém, são riscos que devem ser avaliados. José Gabel ensina como agir no caso de enfrentar uma situação como essa:

 

• Tentar manter a calma e buscar ajuda;

• Verificar se é uma ou mais vítimas. Somente vá ajudar se conseguir aguentar o peso dela;

• Retirar a vítima imediatamente de dentro de água;

• Avaliar se está consciente, se respira e se o coração bate, verificar sinais vitais no pulso (carótidas-pescoço, punhos e inguinais-virilha), frequência respiratória, cor da pele e respiração;

• Se a vítima não estiver respirando, virá-la de costas e iniciar a ventilação artificial boca a boca. Se necessário, fazer a massagem cardíaca;

• Virar o acidentado com a barriga para baixo e cabeça de lado, comprimindo as costas 3 a 4 vezes do quadril para o tórax, repetidamente, até que a pessoa tussa e libere a água;

• Assim que a vítima começar a respirar normalmente, colocá-la em posição lateral de forma confortável e aquecida .

 

E se ficar muito tempo na água?

 

Criança quando está na piscina ou no mar só quer saber de brincar. Mas, será que passar muito tempo dentro da água pode trazer algum problema? Segundo o pediatra José Gabel, sim. “Os sintomas que costumam aparecer após excesso de permanência na água são infecções de pele, otites, conjuntivites, diarreias agudas, problemas respiratórios, entre outros”.

 

No caso das otites, elas geralmente causam muita dor de ouvido e são de caráter externo. Ainda mais perigosa, a hepatite A pode ser veiculada pela água ou alimentos contaminados com esgoto ou dejetos humanos. A doença causa diarreia, vômitos, icterícia, astenia e fadiga.

 

Nossas fontes

Kerstin Abagge – Presidente do Departamento Científico de Dermatologia da Sociedade Brasileira de Pediatria

Jose Gabel, membro do Conselho Científico do Departamento de Pediatria Ambulatorial da Sociedade Brasileira de Pediatria

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