Coça-coça na cabeça? Pode ser piolho!

Fique atento e acabe de uma vez com essa praga

 

Por Rose Araujo

 

Coça daqui, coça dali... quando menos se espera, lá está ele, o piolho, passeando pela cabecinha bem cuidada e cheirosa do seu filho. Sim, essa praga pode aparecer de uma hora para outra nos cabelos de qualquer pessoa, principalmente das crianças. E nessa hora é preciso agir rápido e de maneira adequada para impedir a infestação do parasita e eliminá-lo de uma vez por todas!

 

“Qualquer um pode pegar piolho. Vai depender da exposição a pessoas infectadas e principalmente se tiver cabelo comprido. As crianças são mais suscetíveis, pois geralmente ficam em ambientes confinados e são menos ‘cuidadosas’ com o contato com as outras crianças sabidamente contaminadas”, explica a médica pediatra Joelma Gonçalves Martin.

 

O piolho humano pode ser encontrado em qualquer região climática do mundo e infestarpessoas de todas as raças, cor ou nível social. Nos países pobres, as crianças são o alvo principal. Mas também em lugares como Estados Unidos e Israel as infestações são altas, atingindo de 15% a 20% das crianças anualmente.

 

Parasitas

 

Existem três tipos de piolho humano: o capilar (mais comum de se encontrar), o corporal e o chato. Esses parasitas alimentam-se de sangue e se proliferam com grande rapidez. Por isso, a qualquer sinal, é preciso atacar a praga e exterminá-la de uma vez.

 

De acordo com o pediatra Marcos Adriano Suzuki, para conseguir sucesso nessa batalha não basta focar na pessoa contaminada. É importante adotar medidas para o controle da ectoparasitose – termo médico usado para diagnosticar a bichinho. É preciso adotar medidas de higiene individual e coletiva: sempre ferver roupas e acessórios de uso individual, como tiaras e bonés, além das roupas de cama, e associar com um tratamento medicamentoso, indicado pelo pediatra. Vale lembrar que a transmissão é através do contato direto pessoa-pessoa.

 

Sintomas

A coceira é o principal indicador da contaminação pelo piolho e aparece rapidamente, assim que o parasita pica para se alimentar, já que uma substância em sua saliva provoca essa reação. Se perceber esse tipo de comportamento na criança, desconfie e olhe cuidadosamente sua cabeça.

 

O quanto antes fizer essa verificação, melhor, pois o piolho se reproduz com grande rapidez. Cada fêmea é uma pequena máquina de procriação. Pode colocar de 4 a 10 ovos por dia e, como o ciclo tem duração de quatro semanas, é possível que em um mês o couro cabeludo esteja todo infestado.

 

Para se ter certeza de que há piolhos na cabeça, basta olhar o pescoço. Logo nas primeiras horas de infestação, a pele próxima à nuca fica irritada. Se o local estiver avermelhado ou com bolhas d´água, o diagnóstico é positivo. Com isso, será preciso catar um por um, sem esquecer de usar o pente-fino, para assegurar a retirada de todas as lêndeas, ninfas e adultos. Em alguns casos, pode ser necessário o uso de medicamentos específicos para pediculose, mas isso deve ser feito com orientação médica.

 

Acabe com a praga!

  • Segundo a Dra. Joelma, atualmente o tratamento medicamentoso é à base de Ivermectina (via oral). Mas consulte sempre o médico antes de usar qualquer medicamento. “Para o tratamento agudo, além do medicamento, a retirada manual das lêndeas é essencial para erradicação do problema”, afirma.
     

  • Também são usados medicamentos na forma de xampus, loções ou cremes de aplicação tópica. Jamais deve-se usar inseticidas comuns ou querosene, pois são altamente tóxicos e podem ser fatais. “A retirada das lêndeas pode ser feita com pente fino embebido em vinagre”, explica Joelma.
     

  • Além de cuidar da criança infectada, deve-se ficar atento a quem convive com ela, para saber se essas pessoas também não estão infectadas pelo parasita. A erradicação deve ser coletiva, pois a chance de reinfestação é grande.
     

  • Se não tratado, o problema pode levar a causas mais graves, como anemia e inflamações de pele. “Embora seja difícil provar que a anemia foi provocada pela hiperinfestação por piolhos, é importante saber que a coceira gera infecção secundária do couro cabeludo e pode se alastrar regional ou sistemicamente, ocasionando uma complicação severa , além das complicações sociais, pois a criança pode ficar entristecida por ser deixada de lado pelos coleguinhas”, diz a pediatra.

 

Como prevenir?

Ficar bem longe desse parasita é a melhor solução. O pediatra Marcos Adriano Suzuki faz o alerta: “É importante entender que o piolho é um parasita. Ele não voa nem pula. A transmissão pode ocorrer, por exemplo, quando uma criança usa o boné ou a tiara da outra. Ou quando brincam e um encosta a cabeça no outro. Ou ainda quando o travesseirinho da creche é compartilhado. Essas são algumas das situações de risco. Uma forma de prevenir é não compartilhar esses objetos pessoais. Os cabelos longos, quando presos, pode reduzir a chance da infestação. Mas o melhor mesmo é sempre ferver esses acessórios durante a higienização e garantir a higiene pessoal e coletiva.”

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