Grávidas podem malhar


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Até a musculação está liberada na gestação! Bastam alguns cuidados para aproveitar todas as vantagens dos exercícios físicos

O principal objetivo pelo qual muitas gestantes procuram a prática de atividade física nesse período é manter-se em forma. Ótima notícia é que além de cumprir com esse papel, os exercícios ainda trazem muitos outros benefícios.

“Melhoram a autoestima, diminuem oestresse e a ansiedade, mantêm e melhoramo condicionamento físico, diminuem aschances de diabetes gestacional e eclâmpsia e ajudam na recuperação pós-parto”, lista a personaltrainer Roberta Sakamoto. As vantagens se estendem à saúde dos bebês: segundo um estudo da Universidade de Montreal, no Canadá, grávidas ativas têm filhos com cérebros mais desenvolvidos do que as sedentárias.

Os exercícios de baixo impacto, como caminhada, hidroginástica, natação, pilates e ioga são os mais indicados. Mas para as mulheres que já mantinham uma rotina de treinamento pesado antes da gravidez, são válidos exercícios um pouco mais intensos, como treinamento funcional e musculação.

Só com orientação!

Todas as gestantes, sejam as que queiram iniciar ou as que desejam manter uma atividade física, devem ter autorização do médico. “É preciso fazer uma avaliação da capacidade cardiovascular, a fim de se estabelecer qual a carga de exercício a que a gestante pode ser submetida sem implicação para a saúde do bebê”, avisa o ginecologista e obstetra Jurandir Passos.

Depois, é importante procurar um profissional capacitado da área de educação física, que deve acompanhar a prática do início ao fim. “Ele se preocupará em trabalhar com a maior segurança para a gestante e para o bebê”, diz Roberta, que ainda destaca a necessidade de se monitorar a frequência cardíaca da praticante.

Treino pesado?

Só em alguns casos! “A mulher que fazia uma atividade intensa pode continuar com ela na gravidez, desde que não tenha problemas na gestação e sempre seja supervisionada por um profissional capacitado”, indica Roberta. Segundo a personaltrainer, a musculação não é contraindicada e a gestante pode usar carga, mas com cautela e sem exageros. “Se bem orientada, a musculação fortalece os músculos, melhora a postura e diminui as dores nas costas”, complementa.

O ginecologista reforça a necessidade de cuidados e orientação, apesar de afirmar que não existem estudos que comprovem que exercícios com levantamento de peso possam trazer maiores riscos de trabalho de parto prematuro ou de rotura da bolsa de água. “Porém, vale ressaltar que o esforço maior sobre o assoalho pélvico, representado pelo aumento do peso do útero associado ao esforço físico do levantamento de peso, pode acarretar alterações do esfíncter vesical, responsável pela continência urinária, e acabar facilitando a perda de urina por esforço, independente do tipo de parto”, alerta.

Sempre em movimento

É precisodeixar claro que treinos mais intensos só são indicados para mulheres que já se exercitavam dessa forma antes da gravidez. Quem era sedentária deve começar com atividades leves e de baixo impacto. Melhor mesmo é planejar a gravidez com calma, e iniciar a atividade física bem antes dela, para ganhar os benefícios desde o começo.

Quem já tinha o hábito de se exercitar é a auxiliar contábil Máyra Rosa dos Santos, hoje grávida de 13 semanas, que praticava aulas aeróbicas na academia. “Estou retomando os exercícios agora, começando com caminhada, pois nos três primeiros meses é arriscado. Consultei o médico e ele liberou, mas sem excesso de peso e sem ficar ofegante com os exercícios”, conta.Pedalar também sempre foi um hábito na vida da gestante, por isso, bicicleta e musculação leve também estão liberados. “Os exercícios me dão a sensação de estar realizada, causam um bem-estar maravilhoso”, dia Máyra.

Sem exageros

Os benefícios proporcionados pela atividade física são incontestáveis, mas também é necessário não cometer excessos. “Com o avançar da gestação, o peso da barriga é cada vez maior e a possibilidade de o exercício poder desencadear contrações uterinas, também. Por isso, a carga deve ser diminuída e o tipo de atividade deve ser adequado para não haver desconfortos”, recomenda Jurandir.

Na gestação, o coração da mãe já tem uma sobrecarga mesmo em repouso. Com os exercícios, o esforço cardíaco é ainda maior, por isso a necessidade de orientação e acompanhamento profissional. O ganho de peso, a instabilidade das articulações e a curvatura maior da coluna também exigem atividades de baixo impacto.

Só benefícios

Dicas para uma atividade segura na gravidez!

- Evite praticar mais do que 50 minutos seguidos de exercícios físicos. Estudos mostram que após esse tempo há queda de glicemia materna, o que pode gerar mal-estar durante a realização do exercício.

- Procure por academias ou estúdios que ofereçam programas específicos para gestantes. Nesses locais, os profissionais estão preparados e acostumados a lidar com casos especiais.

- Se optar por praticar alguma atividade sozinha, a caminhada é a mais indicada, desde que em locais seguros, sem obstáculos.

- Na academia, alguns exercícios devem ser substituídos – converse com o instrutor! Abdominais na posição deitada, por exemplo, podem causar desconfortos e outras posições que fortaleçam os músculos da região devem ser adotadas.

- O Pilates é uma das técnicas mais indicadas para grávidas, pois ajuda a fortalecer o assoalho pélvico, o que evita a incontinência urinária e colabora com o parto normal.

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