Doença que pode levar crianças à morte demora até 7 anos para ser diagnosticada

Especialista alerta para imunodeficiências primárias, grupo de doenças genéticas raras que causam pneumonias e otites graves frequentes na infância

 

Pneumonia, otites, infecções intestinais e diarreias. Mães e pediatras sabem bem o que representam esses quadros que acometem as crianças. Porém, mais do que resolver esses problemas e aliviar o sofrimento dos filhos e do paciente, os dois lados precisam estar atentos quando esses episódios tornam-se frequentes.

 

A imunodeficiência primária apresenta sinais de diferentes especialidades médicas (dermatologia, otorrinolaringologia, pneumologia, pediatria etc), o que dificulta o diagnóstico precoce, considerado hoje o principal desafio dos especialistas para tratar a enfermidade que afeta cerca de 1.200 pessoas no Brasil.

 

“É fundamental que as famílias e a classe médica estejam em sintonia e conheçam os sinais da imunodeficiência primária. O histórico familiar e o número de pneumonias e otites no intervalo de 12 meses são fatores muito importantes. O diagnóstico precoce agiliza o início do tratamento e diminui a probabilidade do surgimento de outros problemas graves associados que podem levar à morte, como sequelas respiratórias causadas por lesões crônicas no pulmão e necessidade de transplante de medula. Com a doença e sem a defesa do organismo, a pessoa pode morrer de pneumonia”, alerta Tatiana Lawrence, alergista, imunologista e pediatra da Unifesp.

 

A partir dos sinais e do diagnóstico, na maioria das vezes feito pelo pediatra, o paciente inicia o tratamento, que deve ser contínuo, e tem a possibilidade de ter uma vida normal. “Conforme o grau de imunodeficiência primária, o tratamento pode variar desde um antibiótico até uma infusão mensal de imunoglobulina (reposição de anticorpo), procedimento realizado nos Centros de Referência espalhados pelo Brasil”, alerta Tatiana.

 

Conheça os 10 sinais de alerta para Imunodeficiência Primária na criança

1. Histórico familiar de imunodeficiência

2. Duas ou mais pneumonias no último ano

3. Quatro ou mais novas otites no último ano

4. Estomatites de repetição ou monilíase (fungo que pode infectar a pele e as mucosas) por mais de dois meses

5. Abcessos de repetição ou ectima (infecção bacteriana profunda que atinge a pele)

6. Um episódio de infecção sistêmica grave (meningite, osteoartrite, septicemia)

7. Infecções intestinais de repetição / diarreia crônica / giardíase (infecção de intestino)

8. Asma grave, doença do colágeno ou doença auto-imune

9. Efeito adverso ao BCG (vacina contra tuberculose) e/ou infecção por micobactéria

10. Fenótipo clínico sugestivo de síndrome associada à Imunodeficiência

 

Sobre as Imunodeficiências Primárias

As Imunodeficiências primárias são doenças genéticas raras, que podem chegar a 170 enfermidades, caracterizadas por um ou mais defeitos do sistema imunológico. Como consequência destas alterações, o indivíduo se torna mais propenso a apresentar um grande número de infecções. A manifestação ocorre, geralmente, na infância, mas pode surgir também na fase adulta. A incidência é estimada em 1 para cada 10 mil recém-nascidos vivos.

 

Fonte: Tino Comunicação / Vinicius Volpi

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