Coleção de notas baixas...

... nem sempre é rebeldia ou má vontade da criança. Será que seu filho não tem Transtorno de Aprendizagem?

 

Texto Rose Araujo

 

Quando o filho perde a vontade de ir à escola, não quer mais se dedicar aos estudos e está visivelmente com problemas de aprendizagem, é hora de ligar o sinal de alerta. Não adianta se irritar, dar bronca e colocar de castigo. É preciso entender o que está acontecendo por trás deste comportamento. Pode ser que ele tenha um transtorno de aprendizagem, que engloba o que os médicos chamam de “neuropsiquiatrias” como Dislexia, Discalculia, entre outras coisas.

 

De acordo com a especialista em psicopedagogia e educação especial, Maria Irene Maluf, é preciso estar atento e sensível às necessidades da criança para conseguir fazer um diagnóstico. “Apesar de toda controvérsia quando o assunto se refere às dificuldades de aprendizagem de nossas crianças, a prática nos aponta para dois fatos inegáveis: esses problemas devem-se a diferentes fatores isolados ou associados entre si, e somente a avaliação e a intervenção precoce das dificuldades, pode levar ao sucesso na aprendizagem escolar”, salienta.

 

Vale lembrar que os problemas com a aprendizagem podem ser divididos em dois módulos: o primeiro é a Dificuldade de Aprendizagem (DA). O segundo, são os Transtornos de Aprendizagem. O primeiro é mais genérico, leve e está relacionado ao meio em que a criança vive. No segundo há a presença de uma disfunção neurológica, que pode envolver imaturidade,lesões específicas do cérebro, fatores hereditários e/ou disfunções químicas.

 

Como diferenciar

Segundo Maria Irene, tanto os pais quanto os professores devem ficar atentos ao comportamento do aluno e não relevar aquilo que estiver fugindo do esperado, ou seja, sintomas como apatia, comportamentos muito inadequados, falta de vontade de estudar, agressividade exacerbada.

 

“Acho importante dizer que existem problemas de aprendizagem que são pontuais e passageiros, que algumas explicações extras e algumas horas de aulas particulares e estudo podem resolver.Mas crianças com persistentes problemas, que já passaram por professores particulares, que acabam sofrendo com brigas em casa, pois não aprendem , precisam de ajuda de profissionais especializados em aprendizagem, os psicopedagogos”, alerta.

 

Quando o problema é de dificuldade de aprendizagem, a origem é relativa ao meio:à família, à escola, a um momento de desequilíbrio emocional. Por exemplo: mudanças na rotina da casa, separações dos pais, luto, perda de um animal de estimação,escola pouco adequada.

 

“Alguns estudiosos enfatizam os aspectos afetivos, outros preferem apontar os aspectos perceptivos, muitos justificam esse quadro alegando existir uma imaturidade funcional do sistema nervoso. Ainda há os que sustentam que essas crianças apresentam atrasos no desempenho escolar por fatores como a falta de interesse, perturbação emocional ou inadequação metodológica”, destaca Maria Irene.

 

O tratamento envolve pelo menos três áreas: neurologia, psicopedagogia e psicologia, para possibilitar a eliminação de fatores que não são relevantes e a identificação da causa real do problema, de acordo com a especialista.

 

E quando é um transtorno?

O transtorno, diferentemente do distúrbio, não é causado pelo meio em que a criança vive. Trata-se de uma alteração neurobiológica de origem genética, que acompanha a criança independentemente das influências externas. São mais raros de acontecer, mas precisam de tratamento específico. 

Conheça alguns deles:

 

  • Discalculia: é a dificuldade no aprendizado de números, um problema causado pela má formação neurológica. Segundo pesquisas recentes, 6% da população mundial em idade escolar sofrem desse transtorno, que nada tem a ver com níveis de inteligência. A criança com esse problema tem bastante dificuldade de entender conceitos matemáticos como a divisão e a multiplicação. Também não consegue visualizar um ou mais conjuntos (de objetos, por exemplo) dentro de outro maior; confunde bastante o 6e o 9, o 3 eo 8 e o 2 e o 5. Tem tratamento e, quanto antes diagnosticada, melhor!

 

  • Dislexia: esta condição afeta cerca de 5% da população brasileira, segundo o Instituto ABCD, organização social voltada a jovens com dislexia e outros problemas de aprendizagem. Trata-se de uma dificuldade primária do aprendizado abrangendo: leitura, escrita e soletração –ou uma combinação de duas ou três destas dificuldades. Existe tratamento, mas não há cura. O acompanhamento interdisciplinar ajuda o disléxico a encontrar outros meios de processar a informação.

 

  • Disgrafia: é a chamada “letra feia”. Isso ocorre devido a uma dificuldade de se recordar a grafia da letra. Uma hora sai muito grande, outra, muito pequena. A escrita acaba ficando ilegível. Algumas crianças com disgrafia também possuem disortografia amontoando letras para esconder os erros ortográficos. Mas não são todos disgráficos que possuem disortografia.

 

  • Disortografia: é quando a criança, já numa idade escolar mais avançada, tem dificuldade de escrever corretamente as palavras, mesmo depois de um trabalho intenso de aprendizagem por parte do professor. Por exemplo, ela troca vaca por faca; porta por borta; chinelo por jinelo.

 

Para identificar e tratar os transtornos de aprendizagem, é preciso que o paciente seja submetido a uma avaliação multidisciplinar (neurologista, fonoaudiólogo, psicólogo, psicopedagogo e outros).

 

 

Nossa fonte

Maria Irene Maluf, especialista em psicopedagogia e educação especial

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