Momentos juntos: um bem precioso

Que tal um Dia das Crianças diferente? Além do presente, fazer atividades em família pode ser ainda mais valioso – e é quando as crianças aprendem valores, desfrutam da companhia dos pais e, o melhor: são felizes!

 

Por Marisa Sei

 

É desejo de todos os pais dar tudo o que o filho precisa e, muitas vezes, tudo o que o filho quer, principalmente quando datas especiais vêm chegando, como aniversários ou o Dia das Crianças. Mas, às vezes,presentes não bastam, sejam eles brinquedos simples ou produtos sofisticados.

 

Aí, oferecer aquilo que mais têm valor - os momentos juntos - só traz benefícios. “Com a correria do dia a dia e os compromissos profissionais, um ‘afastamento’ entre pais e filhos acaba acontecendo. É importante que os pais, ao menos em alguns finais de semana, consigam estar com os filhos”, diz a psicóloga Ana Maria D’Alessandro de Camargo.

 

Além da companhia, certas atividades podem ensinar os pequenos a valorizarem as coisas simples da vida, e não só as materiais. “Mas é importante que os programas sejam voltados para a criança; não adianta levá-la ao churrasco na casa do amigo, mesmo que lá tenha outras crianças para brincar. Neste caso, não é um programa com o filho e sim o seu programa, que inclui seu filho”, avisa a psicóloga.

 

Seja no dia a dia ou nas datas comemorativas, separe um tempo para fazer o que a criança gosta, dedicando o dia todo (ou pelo menos grande parte dele) para dar atenção e participar. Quer uma ideia? Entrevistamos algumas mamães que trocaram os presentes por um dia cheio de diversão e só obtiveram sucesso. Confira!

 

Café da manhã, passeios e brincadeiras

A nossa repórter Rose Araujo desfrutou da companhia da filha Luíza pelo Dia das Crianças inteiro no ano passado e prova que, às vezes, até mesmo as crianças não se importam tanto com os bens materiais. “Dei duas opções para ela: ganhar um brinquedo ou ter a mamãe o dia todo disponível, desde que esse dia não acabasse numa loja de brinquedos (risos).

 

Ela escolheu passar o dia comigo. Da hora que acordou até a hora de dormir, fiz tudo o que a Luíza pediu: logo depois do café da manhã, sentamos no chão da sala e jogamos vários jogos. Daí, fomos ao shopping, ela brincou no playland, almoçou e passeamos juntas.

 

Na volta, fomos para a casa brincar ainda mais, sem horários e sem regras de adultos. Ela adorou! Não ficou mais barato do que um presente, mas foi o que ela queria. Fui criticada por algumas pessoas, que disseram que dar atenção é a minha obrigação e não pode ser oferecido como presente, mas foi uma atenção diferente, de mais qualidade e fazendo todas as vontades dela, o que, no dia a dia, é impossível fazer”, conta.

 

Contato com a natureza e boa companhia

A mamãe Carolina Brito também preparou algo diferente para um dia especial, no caso, o aniversário do filho João Pedro. “Fomos para uma chácara e levamos mais três amigos do João Pedro. Lá, fizemos lanches, armamos barracas para acampar, brincamos de caça ao tesouro e nadamos na piscina. Ele adorou como eu nunca tinha visto, nem com o presente mais caro! Aqui em casa, também brincamos de mímica, que é a brincadeira que eles mais gostam. O Uno também faz sucesso em casa e é um jogo super barato, mas que reúne a família toda”.

 

Diversão na horta e na cozinha

Já a mamãe Viviane Almeida aproveita o tempo livre com a filha Sofia principalmente na cozinha. “Gostamos bastante de fazer cookies e cupcakes. Também estamos construindo uma hortinha em casa. Fizemos um canteiro em uma caixa e plantamos alface, almeirão, salsa, cebolinha, orégano e até berinjela.

 

Na semana passada, fizemos a primeira colheita e ficamos bem animadas”, relata. Além disso, para aproveitar ainda mais o tempo juntas, Viviane e a pequena Sofia saem para passear todos os finais de semana levando o cachorro Pepeu, em parques da cidade ou mesmo nas ruas perto de casa.

 

Fazendo parte do mundo dos adultos

Além de os pais participarem das atividades das crianças, os pequenos também podem colaborar com algumas atividades dos pais, sentindo-se úteis e aproveitando o momento juntos. A psicóloga Ana Maria tem um exemplo: “Recordo-me do relato de um paciente sobre o dia em que ele ajudou o pai a mudar de lugar a coleção de long-play – ele achou o máximo poder compartilhar com o pai a escolha do melhor lugar na sala de discos e também foi a primeira vez que o pai lhe permitiu tocar a coleção.

 

Isto, sem dúvida, fez a diferença; alguns devem pensar que é uma atividade chata, mas, para o menino, o significado foi outro. Quero ressaltar que, às vezes, pensamos em fazer grandes feitos com as crianças, mas gestos simples também podem revelar o contrário”, diz.

 

Aprendendo naturalmente

Aproveitar melhor o tempo junto com as crianças pode render aprendizados. Às vezes, pais e responsáveis nem estão, no momento, com a intenção de ensinar, porém os pequenos aprendem por observação.

 

“Fazer passeios com a família é fundamental para se criarem laços e essas ocasiões são ótimas para passar valores. Imagine que a família vai ao parque de diversões e lá existem alguns brinquedos em que só entram crianças a partir de determinada idade ou tamanho, outros que os pais conseguem estar juntos, outros que a criança deve ir sozinha... Veja quanta coisa foi ensinada, indiretamente: que existem regras para que todos possam fazer uso de algo comum; que existem brinquedos que são para o uso de muitos e o filho precisa compartilhar; que eventualmente ele terá que fazer coisas sozinho e os pais não farão por ele. São exemplos simples, mas com muito significado envolvido”, explica Ana Maria.

 

Presente não é troca

Não é situação incomum comprar presentes para as crianças na tentativa de compensar a ausência, independentemente do motivo, o que pode ser prejudicial à relação familiar. Por outro lado, nenhum adulto precisa parar de dar presentes materiais, independentemente do valor. “O fato de se presentear a criança com algo que seja caro ou barato (valor agregado financeiro) não é prejudicial à educação, até porque o caro para um pode ser barato para o outro.

 

Contudo, é preciso se perguntar qual a intenção do presente”, avisa a psicóloga. Por exemplo: não se deve dar presentes em troca de um bom comportamento – este deve ser ensinado por meio de atitudes, gestos e palavras. “Comece pelo mais simples, como dar bom dia com um sorriso quando a criança acorda”, indica Ana Maria. Compartilhar brinquedos, não estragar o que não lhe pertence e valorizar a natureza são outros ensinamentos que podem ser adquiridos com o simples exemplo dos pais, que é dado na companhia do dia a dia.

 

 

Nossa fonte

Ana Maria D’Alessandro de Camargo é psicóloga

 

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