15 dicas para declarar paz na hora da comida

Desenvolva hábitos diferentes para que seus filhos aprendam a comer melhor e acabe com a guerra à mesa

 

Por Rose Araujo

 

O sabor sempre sedutor dos fast-foods, o delicioso refrigerante que borbulha e os doces coloridos e cheirosos são, de fato, adversários fortes e numerosos para se combater. Não é por acaso que vencem muitas batalhas à mesa, sobressaindo frente a frutas, verduras e legumes fresquinhos. É, vida de pai e mãe que buscam uma alimentação saudável para os filhos é uma guerra. Mas, com empenho e dedicação, é possível mostrar para os pequenos o que realmente deve ser priorizado em seus pratos no dia a dia. Para começar, que tal seguir as dicas das nutricionistas Paula Santos e Vanessa Suzuki?

 

1 - Dê o exemplo!

“Os pais têm um papel fundamental no hábito de alimentar dos filhos, pois eles preparam e/ou oferecem os alimentos para as crianças. Dar o exemplo ao manter a própria alimentação saudável, oferecer à criança os alimentos necessários para uma boa nutrição e não desistir de dar um alimento, mesmo que ela recuse, são atitudes que os pais devem tomar”, afirma a nutricionista Paula dos Santos.

 

2 - Sem ameaças, por favor!

Muitas vezes os pais acreditam que fazer pressão e convencer na base da imposição pode ser o caminho para ensinar como se alimentar de forma correta. Porém, Paula dos Santos lembra que isso tem tudo para dar errado. “A criança terá uma imagem ruim do horário de refeição”, afirma. Por outro lado, também não vale oferecer recompensa. Os pequenos precisam entender a importância da boa alimentação. 

 

3 - Comer pode ser divertido! 

Preparar pratos coloridos, atraentes, com desenhos de carinhas e bichinhos faz a diferença. Então, solte a imaginação! Tomates-cereja podem virar nariz de palhaço; ervilhas são perfeitos olhos verdes e as folhas de alface rendem cabelos cacheados divertidos. Claro que, na correria do dia a dia, fica difícil ter tempo de produzir obras de arte, mas caprichar na apresentação de um copo de suco vai ganhar a simpatia da criançada!

 

4 - Ensine e negocie

Não desista na primeira “cara feia”. É comum a criança se recusar a experimentar algo novo, principalmente se ele for verde. Nessa hora, entra em cena o seu poder de argumentação. Explique a importância de cada alimento, o que ele faz de bom pelo organismo e como ele pode ajudar seu filho a ter energia para brincar e saúde para estar sempre pronto para estudar, passear e curtir a vida.

 

5 - Abra exceções

“O consumo de certos alimentos, como refrigerantes, salgadinhos e doces, tem que ser esporádico. A criança precisa entender que ela pode comer, porém, não todos os dias. Deixar para os dias de festa de aniversário ou estipular quantas vezes na semana o alimento será consumido é papel dos pais”, comenta Paula.

 

6 - A salada amiga

Quer que seu filho aprecie salada? Convide-o para prepará-la com você! Colocar a mão na massa é superválido e vai ajudar a criança a desenvolver intimidade com os alimentos. Deixe-o criar um visual bonito para o prato, com cores variadas, e estimule-o a comer depois, claro! A nutricionista Paula dos Santos indica o preparo de um macarrão com legumes coloridos, com tomates-cerejas, cenoura baby e abobrinha.

 

7 - Busque alternativas

Se seu filho não come cenoura, ofereça mamão, abóbora ou outros vegetais amarelos e alaranjados. Eles são ricos em vitamina A, nutriente que melhora a visão noturna, influencia no desenvolvimento dos ossos e dentes e favorece a defesa do organismo.

 

8 - Hora certa para comer

“É importante que a criança tenha uma rotina estabelecida, hora de acordar, hora de dormir, hora de tomar café, almoçar, estudar, entre outros. Porém, alguns dias dependerão de maior flexibilidade dos pais ou cuidadores (babás e auxiliares). Dessa forma, se a criança não estiver com fome naquele momento ou rejeitar a comida, o que pode ser feito é oferecer a mesma refeição depois de algumas horas, mas nunca trocar uma refeição por lanche ou compensar com doces ou por uma mamadeira”, afirma a nutricionista Vanessa Suzuki.

 

9 - Juntos na cozinha

“Além de saudável e prazeroso, é possível resgatar o hábito de preparar o próprio alimento. A criança exerce sua criatividade e conhece os alimentos, a textura e seus benefícios. Com certeza prepará-los promove interação com novos pratos, aumenta o vínculo familiar, além de aguçar a curiosidade. O importante é lembrar que as receitas e preparações devem ser simples e com os cuidados e supervisão de um adulto, pois dependendo da faixa etária, a criança não domina alguns utensílios de cozinha”, comenta Vanessa.

 

10 - Tente outra apresentação

Quando todas as tentativas de fazer seu filho comer cenoura se esgotaram, é hora de tirar outra carta da manga. Invista no bolo, no suflê ou no suco de cenoura, que costumam ser bem saborosos. Esses preparos alternativos podem até diminuir a aversão da criança ao alimento que ela recusa. Busque sempre receitas diferentes com aquele legume que seu filho não curte muito.

 

11 - Um toque a mais

Muitas vezes, o problema não é com a salada em si, mas com o tempero. Por exemplo, se a criança não gosta de azeite, consequentemente não gostará de nenhuma salada com azeite. É importante que os pais procurem variar com novos temperos e evitar os que tenham sabor muito forte.

 

12 - Legumes disfarçados

Na hora de preparar arroz, panqueca, macarrão, é possível inserir alguns legumes cortados em cubos ou ralados. Além de deixar o prato mais colorido, permite que a criança ingira determinados alimentos dos quais ela não é muito fã. Se seu filho não gosta de cebola e alho, pique-os em pedacinhos bem pequenos, e ele vai comer sem notar!

 

13 - Mais macios

“Quando lidamos com crianças, a textura mais firme dos legumes muitas vezes não agrada. O tempo de cozimento terá que ser maior, porém procurando usar pouca água para não perder os nutrientes. Outra opção é usar o cozimento a vapor”, afirma a nutricionista.

 

14 - Pegar com as mãos

Para a nutricionista Vanessa Suzuki, a exposição do alimento para a criança faz com que ela conheça as características dele, sua textura, seu cheiro, sua forma, seu sabor, entre outras coisas. “Deixar seu filho se alimentar sozinho também estimula a boa alimentação e promove a experimentação dos alimentos em outros formatos”.

 

15 - Não precisa “raspar” o prato

Os pais não devem ajudar a criança a finalizar a refeição, pois cada um come o que está no seu próprio prato e a quantidade necessária para satisfazer. Fazer com que o filho “raspe” o prato não é obrigatória, nem necessariamente desejável. Não obrigue seu filho a isso!

 

 

Nossas fontes

Paula dos Santos, nutricionista

Vanessa Suzuki, professora do curso de nutrição da Universidade Anhembi Morumbi.

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