Como tratar e melhorar o refluxo?

Saiba quando ele deixa de ser normal e passa a ser uma doença

 

Por Amanda Araújo

 

Caracterizado pelo retorno de líquidos gástricos, o refluxo gastroesofágico causa sensações desagradáveis, como estômago cheio, ânsia, queimação e dor torácica. “Quando o esfíncter esofágico não fecha corretamente, o problema acontece, podendo levar alimentos, líquidos e sucos gástricos a voltarem para o esôfago, gerando o refluxo”, afirma Gustavo Andrade de Paulo, endoscopista e diretor da Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva.

 

No caso dos bebês, são comuns após as mamadas e outras refeições, sendo que em 80% dos casos tendem a diminuir após os seis meses de vida. Nessa época são introduzidos os alimentos sólidos no dia a dia do pequeno, auxiliando no processo. Mas como agir quando o refluxo continua fazendo parte da rotina da criança?

 

Dentro do organismo

No momento da alimentação, a comida passa da boca para o estômago através do esôfago. Entre eles, existe uma espécie de válvula que os separa, evitando que o alimento volte para o esôfago. Portanto, o refluxo é quando o conteúdo do estômago, principalmente o suco gástrico, que é o ácido que o estômago produz, volta para o esôfago. “O fluxo normal desse suco gástrico é sair do estômago para o duodeno, mas por uma série de motivos ele pode retornar para o esôfago causando os sintomas do refluxo”, diz o endoscopista.

 

Como detectar?

O refluxo é considerado uma doença quando acontece com mais frequência. Todos, uma vez ou outra, têm essa sensação de queimação e com os pequenos não é diferente. Mas, quando isso é comum e não passa após os seis meses com a mudança na dieta e na postura, o melhor é procurar um médico especializado e fazer o exame para detectar a causa do problema.

 

Por meio da endoscopia, onde é introduzida uma câmera pela boca do paciente, é possível examinar o esôfago e o estômago, conseguindo ver a esofagite e todas as alterações que podem ser decorrentes desse refluxo.Hoje em dia há exames bem específicos que detectam as causas da doença.

 

 

Dicas para identificar

Preste atenção se...

*... o bebê não estiver ganhando peso;

*... elechorar muito, após as mamadas;

*... estiver vomitando com muita frequência;

*... ele mostrar-se irritado após as mamadas e ficar curvando o corpo para trás;

*... o pequenotiver muita tosse.


 

Como acabar com esse incômodo?

O tratamento é feito com medidas alimentares, ou seja, evitando certos alimentos que possam agravar o quadro, como chocolate e bebidas gasosas. “O cuidado também deve acontecer na hora de se deitar. O ideal é que a criança durma após 2 horas da última refeição”, diz Gustavo. Alguns medicamentos também são necessários para acabar com os sintomas, já que diminuem a secreção de ácido e facilitam o esvaziamento do esôfago e do estômago para evitar o refluxo. Mas atenção: a automedicação pode ser prejudicial à saúde. “O uso de remédios por conta própria, como os antiácidos, não garante a eficiência, além de acarretar em outros efeitos colaterais ao paciente. Portanto, é aconselhável o acompanhamento de um médico”, completa o especialista. 

 

Cuidado especial

Além de a criança não ganhar peso ou o perder e, ainda,parar de crescer, quando o tratamento não é realizado, o pequeno pode apresentar uma série de outros males quando o refluxo não é tratado.Além desses problemas, é comum que a criança fique irritada, chore mais e tenha dificuldade para dormir, além de recusar alimentos. Ela ainda pode ter problemas relacionados ao nariz, ouvido e garganta, apneia – parada respiratória -, ou sugar o próprio vômito. Também é comum que ela tenha pneumonia e apresente um ‘chiado’ no peito. Portanto, procure um médico para realizar o tratamento adequado.

Soluções para evitar

*Procure alimentar o pequeno mais vezes ao dia

O ideal é que a criança se alimente de quatro a cinco vezes por dia, a cada três horas, e em pequenas porções. Mas cuidado! Comer demais pode piorar o refluxo. 

*Evite bebidas gasosas

É que os gases ficam concentrados no tubo digestivo, ocasionando a distensão do estômago, o que facilita o refluxo. Portanto, refrigerantes e águas com gás devem ser evitados. 

*Evite alguns condimentos

“Temperos como a pimentapodem aumentar a secreção de ácido pelo estômago e provocar o refluxo”, afirma Gustavo. Para a substituição, podem ser utilizadas ervas aromáticas.   

*Reduza a quantidade de frituras

Elas não fazem bem à saúde por vários motivos e com o refluxo não é diferente. Alguns alimentos contêm um alto teor de gordura, o que sobrecarrega o estômago e também relaxa o esfíncter, podendo resultar no caminho contrário do alimento. 

 

Fique esperto!

Não são só os pequenos que podem ter refluxo. “Hoje encontramos muitos adultos com refluxo e é uma doença das mais frequentes e prevalentes no consultório dos gastroenterologistas”, conta o profissional.

 

 

Nossa fonte

Gustavo Andrade de Paulo, endoscopista e diretor da SOBED (Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva).

 

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