Fibromialgia pode afetar crianças e adolescentes

Mais comum em mulheres, a fibromialgia é uma doença caracterizada por dores difusas pelo corpo, principalmente nos músculos, tendões e articulações, chegando a ser tão intensas a ponto de atrapalhar as atividades diárias. Ela geralmente é diagnosticada na vida adulta, porém, 25% dos pacientes afirmam apresentar sintomas desde a infância. Por isso, é importante que os pais estejam atentos aos sinais que as crianças dão, como limitação física, ansiedade, insônia, depressão, distúrbios intestinais e outros sintomas.

 

Segundo um estudo realizado em um serviço de reumatologia pediátrica em São Paulo, 71% das mães de crianças acompanhadas por fibromialgia também apresentavam a síndrome.

 

Principalmente em crianças, há a dificuldade do diagnóstico por não existir um exame que detecte a doença e pelo desconhecimento da população. “A dor geralmente sinaliza a presença de um agente agressor em determinada região do corpo.

 

Na fibromialgia, ocorre uma pane do sistema que sinaliza a dor ao cérebro e surgem dores difusas, por vezes intensas, em locais onde não está havendo agressão aparente”, explica o neurologista Leandro Teles. Ou seja, as reclamações podem vir como dores no corpo todo ou até em locais não identificáveis. Apesar de ainda não existir uma cura, é possível tratar a doença, melhorando a qualidade de vida de crianças e adolescentes:

 

  • Mudança do estilo de vida: controle do peso, atividade física regular e sob supervisão, alimentação balanceada e medidas antiestresse colaboram bastante para a melhora na qualidade de vida de crianças e adultos.

  • Tratamentos dos sintomas associados: é fundamental intervir nos sintomas associados à dor, como na depressão ou ansiedade, sintomas intestinais e transtornos do sono. Assim, o acompanhamento com uma equipe multidisciplinar é fundamental – reumatologistas, pediatras, psicólogos e até nutricionistas.

  • Medicamentos: existem dois grandes grupos de medicamentos, os que tratam a dor na hora, mas que não devem ser usados por longo prazo (analgésicos comuns, anti-inflamatórios, opioides) e aqueles que previnem a dor, usados diariamente, mais adequados para o tratamento crônico da doença.

  • Terapias complementares: acupuntura, tratamentos térmicos, fisioterapia, hidroterapia e outras trazem bons resultados ao tratamento.

 

 

Por Marisa Sei

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