Primeiros 1.000 dias definem a saúde e bem estar da criança por toda a vida

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O termo decorre de um estudo publicado na revista de medicina inglesa, Lancet, em 2008, que analisou os 1.000 dias do bebê. Esta é a soma dos nove meses da gestação (270 dias) e os dois primeiros anos de vida (730), demonstrando que o cuidado inicia com a mãe durante a gravidez até o segundo aniversário.

 

“A escolha desse período da vida se deve ao crescimento acelerado, tanto físico quanto do sistema nervoso – cerca de 80% do cérebro se desenvolve nesta fase, e a importância dos nutrientes adequados que favoreça a saúde e o desenvolvimento cognitivo da criança”, explica dr. Rubens Feferbaum, vice-presidente do Departamento de Nutrição da Sociedade de Pediatria de São Paulo.

 

Nesta abordagem, contemplam-se diversos aspectos: além da nutrição, o desenvolvimento mental e seus estímulos, cuidados com a saúde e vacinação, higiene do espaço físico, entre outros. Enquanto gestante, a preocupação deve ser com o controle de saúde no pré-natal e a nutrição.

 

O déficit de nutrientes pode acarretar em bebês com baixo peso ao nascer e prematuridade; porém, se em excesso, ocasionar recém-nascidos com peso aumentado.

 

Uma situação que merece atenção é a ocorrência de recém-nascidos com restrição de crescimento intraútero. Segundo dados da pesquisa da Lancet, anualmente 15 milhões de nascimentos em todo o mundo apresentam esta característica. Eles manifestam, na fase adulta, maior prevalência de doenças crônicas não transmissíveis, além do risco de sobrepeso se não houver uma alimentação adequada.

 

Recém-nascidos com maior peso ao nascer (grandes para a idade gestacional), especialmente com obesidade a partir dos 2 anos, podem manter ou agravar esta condição na vida adulta e desenvolver diabetes, hipertensão arterial e coronariopatias. A recomendação é manter alimentação e estilo de vida saudáveis, evitando excessos de sódio, de gordura saturada, de açúcar e de proteínas.

 

“Estes cuidados, especialmente com os nutrientes ingeridos pelo lactente, são fundamentais para garantir um bom crescimento e assegurar a saúde futura deste indivíduo”, reforça dr. Rubens.

 

Durante a gestação, os nutrientes que o feto adquire provêm dos depósitos maternos e da suplementação nutricional. Ferro e ácido fólico, entre outros, são imprescindíveis para a formação do sistema nervoso.

 

Com o nascimento, é importante acompanhar o bebê em um pediatra, estimular a amamentação exclusiva até o sexto mês de vida e continuada até o 2º ano, associada às refeições complementares com legumes, verduras, carnes e frutas.

 

O leite materno é o alimento ideal para o lactente; protege tanto da subnutrição quanto da obesidade, verdadeira epidemia em todo o mundo. Se não houver possibilidade de amamentar, as mães devem seguir orientação médica para oferecer fórmulas infantis adequadas e alimentação complementar correta.

 

 

Fonte: Assessoria de imprensa Sociedade de Pediatria de São Paulo 

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