Mala pesada demais

 Ajustar o peso da mochila às necessidades da escola e do aluno é uma equação que precisa ser resolvida

 

Todos os dias, livros, cadernos, estojo e pastas vão e vem no caminho entre a casa e a escola. Para transportar todo esse material, nada mais prático e usual do que as mochilas. Elas são projetadas para distribuir o peso da carga nos músculos do corpo. No entanto, mochilas muito pesadas ​​ou usadas ​​incorretamente podem causar problemas para as crianças e adolescentes. “O uso indevido das mochilas pode ferir músculos e articulações e levar a dores na coluna, pescoço e ombros, assim como problemas de postura”, afirma o médico ortopedista Marcos Britto da Silva.

 

Por isso, ele recomenda aos pais para que fiquem sempre atentos às queixas dos pequenos.  “Incentive a criança ou o adolescente a falar sobre a dor ou o desconforto que pode ser causado por uma mochila pesada e não ignore qualquer sintoma”, frisa.

 

Os números surpreendem!

Dados de um estudo publicado na revista ArchivesofDisease in Childhood mostram que não é raro observar crianças carregando mochilas com até 15% do seu peso. Pesquisadores espanhóis avaliaram o peso das mochilas e a saúde da coluna de 1.403 alunos com idades entre 12 e 17 anos, em 11 escolas de uma província do noroeste da Espanha. Os pesquisadores também coletaram informações sobre a altura dos alunos, níveis de exercícios físicos e problemas de saúde subjacentes.

 

O peso médio das mochilas dos estudantes foi de quase 7kg. Mais de 60% estavam carregando mochilas com peso superior a 10% do seu peso corporal, e um em cada cinco carregava uma mochila que pesava mais de 15% do seu próprio peso.

O resultado é que um em cada quatro alunos disse ter sofrido com dores nas costas por mais de 15 dias durante o ano anterior. As meninas apresentaram um maior risco do que os meninos. E este risco aumentou com a idade, presumivelmente, devido aos anos carregando mochilas pesadas.

 

 

Para os pais fica difícil resolver a questão. De um lado, estão as necessidades diárias da escola, que precisa do material para as aulas. De outro, a difícil escolha da melhor mochila para carregar todo esse fardo. A funcionária pública Catia Machado Ferla, mãe de Valentina (10 anos), Maria Helena (9 anos) e Ariel (5 anos) optou pelos modelos com rodinha. “Se não dá para evitar o peso dos materiais, pelo menos as rodinhas não vão causar tanto prejuízo”, afirma.

 

No entanto, ela ressalta que o grande problema são os preços dessas mochilas. “Mais de R$ 200,00 é um absurdo!”. Mesmo porque acaba acontecendo uma imposição das próprias crianças por modelos do ano, com personagens famosos, o que encarece ainda mais o produto. “As minhas crianças não se seduzem por este aspecto, mas me relatam que alguns colegas enfatizam essa abordagem”, frisa.

 

“Eu opto pelo seguinte: uma boa mochila, resistente e confortável, e muita conversa sobre valores e consumismo”, diz Catia, que completa: “já tentei comprar uma mochila mais simples, mas, infelizmente, aprendi com o erro. Não durou nem 6 meses e havia todo o sacrifício das crianças, que carregaram por algum tempo aquele peso dos materiais, com uma mochila toda torta e que, no final, já nem parava em pé”, desabafa a mãe.

 

Como prevenir lesões

O ideal é ajustar o peso da mochila ao peso da criança ou adolescente, que deve carregar cargas equivalentes a 10% do seu peso corporal (uma criança de 25kg pode levar, no máximo, 2,5kg).

 

Os pais que observarem um peso maior que esse devem optar pelas mochilas de rodinhas. No entanto, nem sempre a criança está disposta a carregar esse modelo (ou a escola não oferece estrutura ideal para isso, como, por exemplo, quando há escadas). Sendo assim, conversar com os coordenadores escolares sobre outros meios de armazenar o material seria uma boa saída.

 

“Se o seu filho tem dor nas costas que não melhora, pois a mochila é muito pesada, considere a possibilidade de comprarum segundo conjunto de livros didáticos para mantê-los em casa. Lembrando que isso é muito caro e deve ser usado em último caso”, frisa o médico ortopedista.

 

Ao escolher uma mochila, olhar para algumas das seguintes características:

* Alças de ombro acolchoadas

* Duas alças de ombro

* Acolchoado na região posterior que apoia as costas

* Tira na cintura para manter a mochila próxima ao corpo

* A mochila deve ser leve

* Evitar mochilas grandes que ultrapassam a altura ou a largura dos ombros ou fiquem abaixo da linha da cintura

* Prefira mochila com rodinhas

* A mochila deve ser proporcional ao tamanho da criança.

 

 

Nossa fonte

Marcos Britto da Silva, médico ortopedista, traumatologista e especialista em medicina esportiva

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