Picadinha do bem

 Hepatite A deve ser prevenida nos primeiros anos da criança. A vacina é oferecida gratuitamente nos postos de saúde

 

Alô, papais! Se há crianças de um ano a um ano e 11 meses em casa, é preciso atualizar a carteirinha de vacinação. Desde julho do ano passado o calendário básico de imunização das crianças ganhou mais uma vacina: contra hepatite A. Ela passou a ser oferecida gratuitamente nos postos de saúde de todo o país como uma iniciativa do Ministério da Saúde em busca de diminuir o número de afetados pela doença.

 

A meta do órgão é imunizar,até metade de 2015, 95% do público-alvo, o que equivale a cerca de três milhões de pequenos. “A prevenção desta doença viral é a arma mais importante para seu controle, já que não existem medicamentos antivirais específicos contra a hepatite A”, destaca a imunologistaDomicíliaCastrale, responsável pelo setor de vacinas do Centro de Diagnósticos Brasil (CDB), em São Paulo (SP).

 

Imunização em alta

A iniciativa é muito bem-vinda, uma vez que a doença pode gerar problemas graves de saúde. Com essa nova vacina no calendário, o Brasil completa 14 imunizações oferecidas gratuitamente, garantindo todas as vacinas recomendadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS).De acordo com dados do Ministério da Saúde, a hepatite A acomete por ano 130 indivíduos a cada 100 mil habitantes. Estados do Nordeste do país são os que apresentam maior prevalência de casos da doença. “A hepatite A é um importante problema de saúde pública no Brasil.Crianças menores de 13 formam o grupo etário com as maiores taxas de incidência da doença”, lembra a imunologista.

 

A princípio, a imunização aconteceem dose única, porém, está sendo feito um monitoramento da situação epidemiológica da doença e, caso seja necessário, haverá a inclusão de uma segunda dose. De acordo com Domicília, a vacina de hepatite A está entre as mais imunogênicas, seguras e bem toleradas.

 

Eventuais reações à picada podem incluir sensibilidade, vermelhidão ou inchaço no local da aplicação, ou ainda, reações generalizadas, como cansaço, febre, náusea, desconforto abdominal, diarreia, vômito, dor de garganta, resfriado, dor de cabeça e dor muscular. “Mas são bem poucos os acontecimentos adversos em comparação com os benefícios, já que aproximadamente 100% das pessoas desenvolvem anticorpos contra o vírus no prazo de um mês após uma única dose da vacina”, afirma. A vacina não possui contraindicações e pode ser tomada em companhia de qualquer outra vacina, sem haver interferência em seu efeito.

 

 

Quando tomar

A vacina está disponível desde meados de 2014 e, como agora faz parte do calendário básico de imunização, poderá ser tomada em qualquer época nos postos de saúde. No entanto, a campanha do Ministério da Saúde limita a idade da criança. Para maiores de dois anos, é preciso procurar clínicas particulares. “Cabe ressaltar a importância da vacinação antes de viagens a regiões de risco intermediário ou alto para aquisição da doença”, ressalta a pediatra Tânia Petraglia. Para saber quais vacinas tomar em viagens nacionais e internacionais, acesse o site da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) www.portal.anvisa.gov.br.

 

Entendendo a doença

A hepatite A é uma doença viral que atinge o fígado, causando um processo inflamatório. Na maioria dos casos, não gera grandes problemas de saúde, tendo uma cura espontânea. Contudo, pode levar à hospitalização ou morte em 2% a 7% dos casos graves.

 

A principal forma de contágio é a fecal-oral, por meio do contato entre pessoas infectadas ou de água e alimentos contaminados. Por ser um vírus resistente e presente em grande quantidade nas fezes das pessoas contaminadas, sua disseminação está diretamente ligada à infraestrutura do saneamento básico e a questões de higiene pessoal. Os sintomas mais comuns são mal-estar, perda de apetite, febre baixa, náuseas, vômito, urina escura, fezes claras e alteração da parte branca do olho, que fica amarelada – condição chamada de icterícia. Geralmente, estas manifestações permanecem por quatro ou cinco dias, porém, a doença pode evoluir para um caso mais grave, levando à insuficiência hepática. Nestas situações, pode ser necessário um transplante de fígado.

 

O diagnóstico é feito por meio de um exame de sangue e não existe um tratamento específico para a doença; o próprio corpo se encarrega de livrar-se do vírus. Lavar bem as mãos antes das refeições e após usar o banheiro, higienizar adequadamente frutas e vegetais, evitar consumir carnes cruas e tomar somente água potável são os principais meios de prevenção, além da vacina. Com o passar dos anos, a melhora de saneamento básico em diversas regiões do país tem colaborado para a baixa na taxa de incidência da doença.

 

A importância da vacinação

Manter as vacinasatualizadas é um dos fatores fundamentais para garantir a saúde dos pequenos. “Hoje em dia, é possível ficar imunizado contra muitas doenças. Daí a importância de manter sempre em dia a carteirinha de vacinação, respeitando o número de doses e as datas de cada campanha”, salienta Domicília.

 

Para todo mundo

É indiscutível a importância em vacinar as crianças contra hepatite A e demais doenças possíveis de imunização. No entanto, você também deve se atentar à sua própria carteirinha de vacinação. Isso mesmo! Adultos igualmente correm riscos de saúde e não devem deixar de lado as imunizações. Doses contra tétano, HPV, hepatites A e B, gripe e pneumonia podem ser tomadas em redes particulares. “No passado, a imunização era apenas da competência da pediatria, mas hoje, prevenção pela vacinação é da criança, do adulto e do idoso. Para proteger, tem que vacinar, independentemente de faixa etária”, destaca Tânia.

 

 

Nossas fontes:

Domicília Castrale, imunologista

Tânia Petraglia, pediatra

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