Atenção a temporada do vírus VSR

 

A imunização contra o Vírus Sincicial Respitório (VRS) é prevista pelo SUS e pode variar de Estado para Estado

 

Em pessoas e crianças com condições normais de saúde, a infecção por VSR pode se apresentar apenas como sintomas de um resfriado forte. Porém, é preciso atenção especial com bebês prematuros com cardiopatia congênita ou com broncodisplasia pulmonar, onde os sintomas são mais graves. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o VSR é responsável por cerca de 60 milhões de infecções em todo o mundo.

 

Hoje, estima-se que cerca de 9,2% dos nascimentos no Brasil ocorrem antes do período considerado normal (a partir de 37 semanas) – porcentagem que cresce a cada ano. Os bebês prematuros têm maior risco de serem hospitalizados em decorrência do VSR.

 

“Para os bebês prematuros, a infecção pelo VSR é um problema sério e de saúde pública”, afirma Dr. Renato Kfouri,  da Sociedade Brasileira de Imunizações. “De todos os bebês infectados pelo vírus, 30% terão problemas por longo prazo, como crises de chiado repetidas e asma. Os problemas causados pelo vírus sincicial respiratório podem ser prevenidos e é importante que os médicos orientem as famílias sobre isso”.

 

O VSR

Vírus Sincicial Respiratório é de caráter sazonal e sua circulação pode variar de região para região no país. Dados oficiais do sistema de vigilância epidemiológica para influenza demonstram picos de circulação do VSR entre os meses de janeiro a junho com maior circulação desse vírus nos meses de abril a maio nas regiões Sudeste, Nordeste e Centro-Oeste. No Sul, o pico de VSR ocorre mais tardiamente, entre junho e julho. Na região nordeste o VSR circula especialmente no primeiro semestre, no período de chuva intensa na região, com pico de ocorrência no mês de abril.

 

Para crianças acima de dois anos de idade ou adultos com condições normais de saúde, a infecção por VSR pode ser confundida com um simples resfriado. Mas em crianças prematuras ou portadoras de doenças cardíacas congênitas e displasia broncopulmonar (DBP), o vírus pode dobrar o tempo de hospitalização da criança, ou sua permanência em unidades de tratamento intensivo, devido a problemas respiratórios. O VSR também pode ser  responsável por hospitalizações constantes (três vezes mais do que bebês nascidos a termo). Bronquiolite e pneumonia são as consequências mais comuns e o VSR pode levar também a criança apresentar um chiado recorrente, que pode perdurar até os 13 anos de idade.

 

Imunização

A Sociedade Brasileira de Imunização e a Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda a imunização contra o VSR, que reduz em 55%o risco de internação em bebês prematuros, incluindo aqueles com DBP e reduz em 45% o risco de internação dos bebês com cardiopatia congênita. A imunização para bebês prematuros, ou com cardiopatia congênita, ou broncodisplasia pulmonar, está disponível pelo SUS, em todos os Estados brasileiros e é recomendada nos meses de maior circulação do vírus.

 

Para mais informações sobre os cuidados com prematuro e o calendário específico de vacinações, acesse www.sbim.org.br

 

 

Fonte: SPMJ Comunicação.

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