Importância das consultas pediátricas no primeiro ano de vida do bebê


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Portal da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP) esclarece dúvidas frequentes das mães

As consultas pediátricas são de extrema importância no primeiro ano de vida do bebê. É uma forma de acompanhar mensalmente o crescimento e desenvolvimento da criança, além de identificar precocemente alguma doença que possa desencadear no início ou ao longo de sua vida.

Com apoio da Agência Nacional de Saúde (ANS), a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) recomenda que a primeira consulta pediátrica ocorra na 32ª semana de gestação. A partir daí, o pediatra orienta a mãe sobre os cuidados com a alimentação, aleitamento materno e com recomendações para o parto normal, que é mais saudável para o bebê.

Na primeira semana após o nascimento, acontece a primeira consulta presencial, com direito a verificação da amamentação e dicas para facilitar o dia a dia da mãe.

“Após essa primeira visita, as consultas são mensais até a criança chegar aos seis meses, depois trimestral até chegar a um ano. Passado o primeiro ano, o pediatra indica a periodicidade adequada, com seguimento da puericultura até os 19 anos”, informa dr. Tadeu Fernandes, presidente do Departamento de Pediatria Ambulatorial e Cuidados Primários da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP).

Exames imprescindíveis no primeiro ano de vida

Os exames básicos realizados logo após o nascimento são indispensáveis. Chamados de triagem neonatal e servem para diagnosticar alterações ou doenças. Entre os exames mais comuns estão:

Teste do Pezinho: É retirada uma pequena quantidade de sangue do pé usada para identificar uma série de doenças hereditárias raras. Quando há intervenção precoce, é possível prevenir grandes sequelas no futuro, como o hipotireoidismo congênito, que afeta o desenvolvimento neurológico da criança.

Teste da Orelhinha: Verifica se a criança ouve normalmente nos dois ouvidos.

Exame do Olhinho: Chamado clinicamente de teste do reflexo vermelho, avalia a visão da criança e doenças como catarata congênita ou neuroblastoma, um dos tumores mais frequentes na infância.

Teste do Coraçãozinho: Avaliação da capacidade de oxigenação do bebê e de possível cardiopatia congênita.

Dúvidas frequentes

“Como grande parte das mães não realizam uma consulta pediátrica durante a gestação, o bebê nasce e, com ele, surgem as dúvidas, principalmente sobre a amamentação”, comenta dr. Tadeu.

O pediatra recomenda fazer uma lista de perguntas quando for à consulta para não deixar questões importantes de lado. É importante também que a mãe mantenha um diálogo aberto com o médico do seu filho.

“Nós temos um grande receio do “Dr. Google”. Embora fonte de informações rápidas, nem sempre elas são seguras” alerta. Para solucionar esse problema, a Sociedade de Pediatria de São Paulo possui um canal de acesso para as mães esclarecerem suas dúvidas com um especialista e, caso necessário, orientada a comparecer ao consultório. Há um espaço também de perguntas mais frequentes. O conteúdo está disponível no site www.spsp.org.br na aba “Pediatra Orienta”.

Fonte: Assessoria de imprensa do Portal da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP)

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