Seu filho reclama de dor de cabeça? Saiba onde buscar ajuda

 

 

Um problema de saúde pública no Brasil e no mundo: cerca de 4 a 8% das crianças sofre de enxaqueca. Esta doença, que pode se tornar crônica, acarreta vários problemas sociais, familiares e educacionais, reduzindo a qualidade de vida das crianças. As dores de cabeça acabam limitando as atividades e, muitas vezes, causando a sensação de isolamento, irritabilidade, fadiga e desmotivação. A seguir, confira orientações para identificar o problema e como agir.

 

Os primeiros sintomas

Geralmente, os sinais iniciais da cefaleia infantil surgem na primeira infância, entre 2 e 3 anos. Mas é a partir dos 5 anos que a criança tem mais facilidade para relatar o problema, de acordo com a neuropediatra Dra. Carla Andrea C. Tanuri Caldas, do Hospital das Clínicas da USP de Ribeirão Preto.

 

Principais causas

A neuropediatra enumera diversos itens que podem levar à cefaleia infantil: “Problemas emocionais, distúrbios do sono, problemas infecciosos, comportamentais (conflitos familiares ou na escola, por exemplo). Questão familiar hereditária, se um dos pais ou avós também tem. Alguns alimentos também podem desencadear a enxaqueca como: chocolate, queijo, frituras, refrigerantes. No caso de doença genética, é preciso que se investigue o histórico familiar”, explica a especialista.

 

Prevenção e mudança de hábitos

Nos dias de hoje, as crianças andam cada vez mais atarefadas, com a “agenda lotada” de compromissos e atividades extras. A profissional alerta que é importante os pais controlarem o uso da tecnologia. Ela destaca também a necessidade da criança ter mais hábitos saudáveis e um ambiente familiar harmonioso. Intolerância aos derivados do leite e poucas horas de sono também são fatores que devem ser levados em consideração.

 

Como diagnosticar?

Um dos grandes problemas é a dificuldade de se diagnosticar a enxaqueca, alerta a especialista. “A tomografia deve ser realizada para descartar a possibilidade de tumores. Os exames são apenas clínicos. Vale fazer um diário-avaliação da dor, anotando o dia, horário e sensações que a criança apresentou.

 

Fique atento aos principais sintomas que indicam a enxaqueca: dor de cabeça acompanhada de tontura, vômitos, fotofobia (a dor piora na presença de luz), ânsia, fonofobia (quando o incômodo aumenta com barulho, som alto), dores abdominais, transtornos visuais, pontos luminosos. Alterações hormonais como a primeira menstruação também podem desencadear a dor de cabeça”, explica a neuropediatra.

 

Como aliviar as crises?

- Aos primeiros sinais de dor, diminuir a luz do ambiente e deixar a criança repousar em quarto escuro e sem barulho.

- Evitar jejum prolongado. A criança deve se alimentar de forma saudável e evitar produtos industrializados como salgadinhos, frituras e chocolates.

 

Dicas valiosas pra evitar dor de cabeça!

- menos horas em frente a computadores e celulares

+ momentos de lazer e atividade física ao ar livre

Ficar longe de frituras, refrigerantes, salgadinhos e embutidos: como salsicha, calabresa, presunto...

 

 

 

Hanna, a filha da empresária Simony Govedice Santos, 31 anos, manifestou a primeira crise aos 9 anos de idade, logo após levar um susto quando sua cachorra sumiu. “Ela reclamou de uma dor muito forte e logo começou a vomitar. Levei-a ao neurologista, que me disse que poderia ser enxaqueca, mas que fizesse antes vários exames de visão e sangue para descartar outras doenças. Para evitar o agravamento do quadro, a mãe toma vários cuidados com a filha, seguindo as orientações médicas: “evitar cheiros fortes que dão enjoo, se alimentar de 3 em 3 horas, ficar longe de chocolates, salgadinhos, frituras, gorduras, refrigerantes”. A causa da enxaqueca da Hanna é hereditária, pois o pai e o avô também têm. A visão fica escura e dá uma dor aguda que, às vezes, deixa a cabeça dolorida por dias. Nesta hora, a mãe coloca a filha em um quarto escuro e faz compressas de algodão molhado nos olhos para aliviar. Hanna também precisa dormir adequadamente, nem tempo demais e nem de menos. O início da menstruação aos 10 anos também intensificou as crises. Para minimizar, o uso de óleo de prímula foi recomendado pelo médico.

 

A homeopatia como aliada

Segundo Dr. Sérgio Furuta, homeopata e pediatra presidente da Associação Paulista de Homeopatia, o tratamento homeopático da enxaqueca tem um grande diferencial, pois trata o indivíduo, levando em consideração a maneira de ser da criança. O tratamento com a homeopatia não tem efeitos colaterais e o resultado já pode ser percebido logo nas primeiras semanas. “As crises diminuem, as crianças faltam menos às aulas, evidenciando o resultado rápido”. Além disso, o tratamento homeopático não tem efeitos colaterais e pode ser realizado por longos períodos. Nas crises, o relaxamento muscular é recomendado, evitando luz e barulho intensos. Prefira atividades físicas a jogos eletrônicos (a luz destes aparelhos em uso prolongado é prejudicial, o que faz piorar a enxaqueca).

 

Tipos de dor de cabeça

Treze milhões de brasileiros sofrem com este mal diariamente. Existem várias formas de enxaqueca, de acordo com o Dr. Shigueo Yonekura, neurologista do Instituto de Medicina e Sono de Campinas e Piracicaba:

- A tensional episódica, geralmente causada por falta de sono e cansaço. A dor é localizada na testa e/ou nuca ou no topo da cabeça. A frequência varia bastante e não costuma ter sintomas associados.

- Cefaleia em salvas: caracterizada por crises latejantes e intensas. A dor é de um lado só e costuma durar de minutos a três horas, aparecendo em dias seguidos ou alternados. É associada com entupimento nasal, vermelhidão no olho e lacrimejamento.

- Enxaqueca e cefaleia tensional: de fundo genético, a doença acomete mais as mulheres. “A dor começa leve e vai se intensificando. Sensibilidade à luz e enjoos podem acompanhar a enxaqueca. O incômodo aumenta com o esforço físico, o que faz com que a pessoa precise ficar de repouso”.

Independentemente do tipo, procure a ajuda de um médico para avaliar o caso e indicar o melhor tratamento.

 

Texto: Joelma Marino

 

Nossas Fontes:

Dr. Sérgio Furuta, homeopata e pediatra, presidente da Associação Paulista de Homeopatia

Dra. Carla Andrea C. Tanuri Caldas, neuropediatra e fisiatra do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto

Dr. Shigueo Yonekura, neurologista do Instituto de Medicina e Sono de Campinas e Piracicaba

 

 

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