Amamentação ajuda na proteção da criança contra diversas infecções

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o leite materno é um alimento completo e que deve ser exclusivo durante os primeiros seis meses de vida, como forma de fornecer ao recém-nascido e ao lactente todos os nutrientes essenciais para um crescimento saudável. Após os seis meses, a criança ainda deve receber leite materno até os dois anos ou mais, junto com a alimentação complementar. Entre esses nutrientes está o DHA – ácido graxo da série Ômega-3.

 

Para enfatizar sua importância, no último ano, a Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN) reuniu as mais recentes evidências científicas sobre os benefícios do nutriente durante a gestação, lactação e infância em um consenso elaborado por experts e publicado no International Journal of Nutrology, órgão oficial de divulgação da ABRAN.

 

Para o Doutor em Pediatria pela USP, Mario Cícero Falcão, a amamentação é um vínculo muito importante entre mãe e filho e que ajuda, sobretudo, na proteção da criança contra diversas infecções. O médico reforça que os benefícios associados ao aleitamento materno são numerosos, como a presença de anticorpos, fatores imunomoduladores e antiinflamatórios que não podem ser reproduzidos. “O que muitas mães não sabem é que o leite humano também é fonte de DHA, nutriente que promove o desenvolvimento cognitivo e visual na infância”, informação apresentada no consenso, afirma o especialista. 

 

O pediatra ainda destaca que, embora o aleitamento materno seja considerado o padrão-ouro da nutrição infantil, por diversas razões, nem todos os bebês são amamentados exclusivamente até os 6 meses. “Nessas situações, muitas fórmulas infantis - apesar de nunca se igualarem ao leite materno - são enriquecidas com vitaminas, minerais, ácidos graxos essenciais e outros nutrientes fundamentais para essa fase da vida. Por isso, é preciso estar atento ao rótulo para verificar a presença desses componentes. Em caso de dúvida, converse sempre com o médico”, esclarece.

 

O cérebro tem seu crescimento extremamente acelerado na vida fetal e, também, na primeira infância. Por isso a importância da lactação nos primeiros meses de vida da criança, para que nutrientes relevantes sejam repassados durante esse período. O doutor apontou que um dos achados do consenso no último ano foi que o DHA, junto com o ácido araquidônico, são os principais componentes lipídicos dos tecidos cerebrais e fundamentais para o desenvolvimento cerebral. O especialista reforça, no entanto, que os níveis desses nutrientes presentes no leite materno dependem dos alimentos consumidos pela mãe. 

 

Segundo a Organização Mundial de Saúde, é recomendado o consumo diário de 200 a 300 mg de Ômega-3 do tipo DHA por dia durante a gravidez e lactação. O consenso recomenda uma suplementação de, no mínimo, 200 mg por dia, independentemente da fonte – seja por meio de peixes ou suplementos de DHA. O pediatra destaca que os peixes de água salgada, como cavala, atum, salmão, sardinha e bacalhau, possuem maior concentração do nutriente, pois se alimentam de algas, que são fontes naturais de Ômega-3/DHA. “Porém, as gestantes devem ficar atentas já que existe também a preocupação do consumo de peixes de maneira criteriosa, uma vez que existem riscos de contaminação com metais pesados”, alerta.  

 

A intenção da Organização Mundial da Saúde é melhorar a saúde de crianças menores de cinco anos em todo o mundo. O pediatra reforça que o leite materno é uma forma de garantir a saúde do bebê, além de imunizar contra doenças respiratórias e crônicas, problemas cardiovasculares, diabetes e hipertensão. “Muitas mamães ficam com receio de amamentar seus filhos, pois acreditam que podem fazer algo da forma incorreta e acabar por prejudicá-los, mas não há o que temer. O ideal é conversar com um especialista para entender que toda tomada de decisão deve ser alinhada em conjunto”, destaca. 

 

Conheça outros nutrientes que também são essenciais para o crescimento e desenvolvimento saudável na gestação e infância.

 

- A vitamina A é necessária para diferenciação do preto e branco, o que pode ajudar a visão à noite. Função antioxidante da vitamina E protege os olhos de altos níveis de oxidação, que podem resultar em danos às células, comprometendo assim a função celular e alterando a maturação.

 

- As vitaminas do complexo B (B1, B2, B6, B12, biotina e ácido fólico) são relevantes para a estrutura e função neurológica do cérebro, porque eles são necessários para a síntese de vários neurotransmissores.

 

- A vitamina D é um micronutriente essencial para o fortalecimento do sistema imunológico, facilitando regulação e diferenciação de células do sistema imune. A Academia Americana de Pediatria (AAP) dobrou a recomendação de vitamina D para lactentes e crianças por causa da crescente evidência na manutenção da imunidade e redução do risco de doenças. Além disso, a vitamina D desempenha um papel fundamental na manutenção do equilíbrio mineral no corpo e é necessária para a absorção de cálcio e fosfato de forma a facilitar a mineralização óssea e a formação óssea saudável. Estudos têm demonstrado que a suplementação com vitamina D em lactentes e crianças jovens é associado com massa mineral óssea maior na adolescência.

 

No infográfico abaixo, entenda mais a importância do DHA durante diferentes períodos da vida, o que inclui a gestação e lactação: 
 

 

Fonte: Assessoria de imprensa da Royal DSM.

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