Diabetes na infância

 

Um guia para prevenir problemas fora de casa

 

Por passarem grande parte do dia na escola, as crianças, especialmente aquelas portadoras de alguma doença, precisam estar preparadas para evitar problemas consequentes dessa disfunção, já que não estão perto de pais ou responsáveis acostumados a lidar com a situação. Quando a criança é diabética, os principais cuidados estão relacionados à alimentação, prática de atividade física e administração da insulina. E os adultos devem estar ainda mais aptos a contornar qualquer consequência da doença – sejam os pais, professores ou funcionários da escola. Quer saber como? Confira as dicas dos especialistas!

 

Pais responsáveis

Antes mesmo de levar o cuidado à escola, os médicos indicam dar o exemplo dentro de casa. Crianças diabéticas necessitam de uma dieta saudável, assim, os hábitos alimentares equilibrados devem ser mantidos por toda a família. “A alimentação não pode mudar só para a criança, todos devem estar envolvidos no tratamento”, reforça a pediatra Flávia Marques.

 

Buscar o máximo de informações com o endocrinologista também é fundamental, uma vez que são os pais ou responsáveis que vão repassar o conhecimento para as crianças e para a escola em que elas estudam. “É necessário fornecer informações aos funcionários do local, como os horários de aplicação da insulina e os alimentos que os pequenos não podem consumir”, avisa a pediatra.

 

“É papel dos pais também checar se há merenda e cantina na escola. Se for merenda, devem orientar a nutricionista sobre as necessidades da criança diabética. Se for cantina, devem verificar o que está disponível para a venda e orientar os filhos sobre as melhores opções para a hora do lanche”, recomenda a nutricionista Fernanda Castelo Branco.

 

Colaboração dos professores

É comum que os funcionários da escola se sintam perdidos em relação às crianças com diabetes. “A família não pode esperar que a escola assuma o tratamento enquanto a criança estiver lá, mas a escola também precisa entender que o aluno precisa frequentar o local e alguns cuidados por parte dela podem ajudar bastante para que essa permanência seja tranquila”, diz Fernanda. E essa ajuda pode vir de medidas simples, como respeitar as necessidades da criança.

 

“Existem escolas que impõem regras sobre a frequência de idas ao banheiro ou saídas para beber água, por exemplo. No caso dos diabéticos, é preciso entender que eles têm necessidade de sair da sala com mais frequência, pois sentem mais sede e vontade de urinar, e os professores devem permitir”, exemplifica Fernanda.

 

Professores de educação física também devem estar conscientes sobre o estado de saúde de todos os alunos. Os diabéticos podem ter alterações de glicemia durante a prática de exercícios físicos – para evitar essa oscilação, é importante medir a glicemia antes de iniciar a atividade física. “Assim, os professores devem abrir exceção também para a hora do lanche. Dependendo do nível de glicemia, a criança precisa se alimentar antes da aula de educação física”, acrescenta a nutricionista.

 

Alunos conscientes

Mais importante do que controlar os hábitos das crianças, é fazê-las compreende a doença que têm e o que podem fazer para evitar sintomas desagradáveis. A partir daí, elas mesmas saberão como devem se comportar em relação à alimentação ou à administração da insulina.

 

“Quando a família toda é bem orientada, a relação com a escola fica bem melhor. O aluno precisa desse conhecimento para saber como pode se comportar na escola, reivindicando um horário de lanche diferente, por exemplo. Elas também devem estar cientes sobre o quanto consumir de cada alimento e como modificar seu próprio tratamento quando se alimenta”, complementa a nutricionista.

 

Dicas da especialista

A nutricionista Vanessa Minossi dá algumas recomendações para facilitar o dia a dia dos pequenos com diabetes:

 

- Principalmente em dias de Educação Física, monte uma lancheira para o pequeno levar à escola. “Inclua uma fruta e uma fonte de proteína (como queijo ou iogurte). Se optar por alimentos mais energéticos como pães e bolos, escolha a versão integral e sem açúcar”.

 

- É comum as crianças festejarem o aniversário dentro da escola. Nesses casos, avise os pais do aniversariante sobre o diabetes e peça opções dietéticas de bebidas. “Deixe a criança consciente de que as preparações com açúcar devem ser evitadas ao máximo, mas permita o consumo de salgados mais saudáveis, algumas unidades de docinho e uma fatia pequena de bolo. Isso deve ser eventual, ou seja, uma situação reservada apenas para situações especiais”.

 

- Disponibilize um cartão com informações sobre a doença dentro da mochila (tratamento utilizado pela criança, o que fazer em casos de hipoglicemia, necessidades específicas), além de contatos como o telefone do médico e o celular dos pais.

 

“Os professores não recebem orientação especial sobre como lidar com as crianças diabéticas. Por isso, é essencial que a família leve todo o conhecimento sobre a doença até a escola e converse com os funcionários. Quanto mais clara e frequente for a comunicação entre família e escola, melhor será a qualidade de vida do aluno no período escolar” (Fernanda Castelo Branco, nutricionista)

 

 

Nossas fontes:

Fernanda Castelo Branco é nutricionista da ADJ Diabetes Brasil

Flávia Marques é pediatra

Vanessa Minossi é nutricionista

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