Pré-natal: os cuidados antes de nascer

Fazer o acompanhamento médico desde a confirmação da gravidez ajuda a prevenir problemas, como o parto prematuro, e garante mais saúde e bem-estar à mamãe e ao bebê

 

Seja uma gestação planejada ou não, a notícia provoca diferentes sentimentos nos futuros papais. É uma mistura de alegria, medo, insegurança, proteção e amor: será que tudo ocorrerá bem? O parto será tranquilo? Meu filho vai nascer com saúde? Geralmente, o choro alto e intenso de um bebê instantes após seu nascimento é um dos principais sinais de que a mamãe teve uma gestação segura e saudável. E, para isso, é fundamental fazer o acompanhamento pré-natal desde o começo da gravidez, que é maior prova de amor que uma mulher pode oferecer ao seu filho ainda dentro da barriga.

 

O que é pré-natal?

Trata-se de uma assistência prestada por uma equipe médica a fim de garantir mais saúde e segurança para mãe e filho durante a gestação e no momento do parto.  Recomendado é que comece o quanto antes, de preferência no primeiro trimestre da gestação.

 

Várias consultas e exames são feitos, geralmente todo mês, para verificar a idade gestacional, provável data do nascimento do bebê, identificar, prevenir e até tratar problemas que coloquem a gravidez em risco, além de informar a gestante sobre hábitos de vida mais saudáveis. O médico também informa sobre as mudanças no corpo da mãe e sobre o desenvolvimento do bebê, além de ensinar como lidar com as dificuldades que podem surgir, como enjoos, manchas na pele, sono excessivo, entre outras.

 

“Um pré-natal realizado por uma equipe qualificada diagnosticará patologias que possam colocar em risco a vida da mãe e da criança, causar retardo no crescimento e até sofrimento fetal”, explica Cândida Acácia Barroca, enfermeira-obstreta e diretora da empresa Gerando Saúde. “Algumas doenças como diabetes gestacional e hipertensão específicas na gravidez podem ser mais bem controladas, evitando consequências prejudicais”, completa o ginecologista Renato de Oliveira, responsável pela área de reprodução humana da Criogênesis.

 

Importante: não deixe que o intervalo entre as consultas seja maior do que oito semanas!

 

Alerta vermelho!

A gravidez de alto risco acontece quando a gestante ou o bebê apresenta alguma doença que aumente as chances de um desenvolvimento desfavorável. Mulheres que sofrem de problemas como hipertensão, diabetes, cardiopatias, doenças renais, doenças autoimunes, dependência de cigarro, de bebidas alcoólicas e usuárias de drogas correm grandes riscos de aborto, feto com má-formação ou parto prematuro.

Nas gestações de alto risco, o intervalo das consultas é menor, dependendo da necessidade de cada caso.

 

O desenvolvimento cerebral que permitirá a aprendizagem ao longo da vida se inicia na gestação e tem especial relevância durante a primeira infância. No período intrauterino, o cérebro começa a se desenvolver entre a segunda e terceira semana após a concepção, seguindo com a formação das primeiras células cerebrais -- os neurônios -- e das conexões entre os neurônios, chamadas sinapses.

(Fonte: Núcleo Ciência Pela Infância)

  

 1º trimestre 

Hemograma completo

Exame de sangue que detecta presença de anemia, infecção, quadro alérgico e reação tóxica. Também verifica como está a imunidade da futura mamãe. Pode ser repetido no segundo ou terceiro trimestre da gestação.

 

Glicemia

Indica a quantidade de açúcar no sangue. Se os índices estiverem acima do recomendado, o médico pode suspeitar de diabetes gestacional que atinge de 6% a 8% das gestantes, podendo provocar problemas de saúde para mãe e filho. O exame é repetido entre a 26ª e a 28ª semana.

 

Sistema ABO e fator Rh

O exame indica o tipo sanguíneo e o fator Rh da mãe. Com ele, é possível detectar mulheres com fator Rh negativo (A-, B-, AB- ou O-) que estejam grávidas de bebês Rh positivo (A+, B+, AB+ ou O+). Toda mulher com fator Rh negativo que está grávida de um bebê com fator Rh positivo deve receber injeção de imunoglobulina no terceiro trimestre e dentro das primeiras 72 horas após o parto, de forma a impedir o sistema imunológico de produzir anticorpos permanentes contra o fator Rh. Gestantes que têm fator Rh positivo não precisam se preocupar.

 

Sorologia

Deve ser feita logo no começo da gestação para indicar se há doenças infecciosas que possam prejudicar a gravidez e gerar complicações na hora do parto, abortamento, parto prematuro ou má-formação do feto. Os mais pedidos entre os obstetras são:

  • Rubéola

  • Toxoplasmose

  • Sífilis

  • Hepatite B e C

  • HIV (vírus da AIDS)

  • Citomegalovírus (herpes)

O exame pode ser repetido ao longo da gravidez e, se houver algum resultado positivo, é importante que a gestante seja tratada imediatamente para evitar a transmissão ao feto.

 

Exame de urina

Verifica possíveis infecções, mesmo as que não apresentam sintomas, que devem ser tratadas para evitar trabalho de parto prematuro. O exame também é indicado para detectar proteínas em gestantes hipertensas.

 

Exame de fezes

É importante para saber se há ovos ou cistos de parasitas no intestino, e pode ser repetido no segundo e no terceiro trimestre.

 

Ultrassom

Logo depois de descobrir a gravidez, é preciso fazer um ultrassom para verificar a idade gestacional do feto, ter certeza de que ele está se desenvolvendo no lugar certo, se há risco de descolamento de placenta e se a gestação é múltipla, ou seja, mais de um embrião.  

 

 2º trimestre 

Translucência nucal

É um ultrassom realizado entre 11 e 13 semanas com o objetivo de medir uma dobra específica na nuca do bebê em busca de sinais de problemas genéticos como a síndrome de Down. O exame também detecta se há ausência do osso nasal do feto, indicando uma provável alteração cromossômica. Nesse ultrassom, o médico também faz a medição do bebê, verifica os batimentos cardíacos e observa o ducto venoso, um vaso que pode sinalizar possíveis problemas cardíacos.

 

Ultrassom morfológico

Esse exame analisa com detalhes o desenvolvimento dos órgãos do feto e a posição da placenta. Ele é feito por volta da 20ª semana e verifica sistemas importantes como coração, formação do cérebro, órgãos digestivos, entre outros. Também é possível verificar o sexo do bebê.

 

Triagem de diabetes gestacional

Nesta etapa, é pedido o exame de curva glicêmica para verificar se a futura mamãe desenvolveu diabetes gestacional.

 

 3° trimestre 

Triagem de estreptococo beta-hemolítico

Entre a 34ª e a 37ª semana é feita a coleta de secreção vaginal para analisar uma possível infecção pela bactéria estreptococo do grupo B, que pode ser transmitida ao bebê na hora do parto. Essa bactéria vive no intestino das pessoas e pode chegar à vagina. Caso o resultado dê positivo, seu médico prescreverá o antibiótico mais indicado à sua necessidade. Além disso, é preciso que essa informação esteja em seu cartão pré-natal e que você avise na maternidade sobre a presença da bactéria.

 

Ultrassonografia

Nas últimas semanas, é feito um acompanhamento do tamanho, peso e posição do bebê. Também são analisados a quantidade de líquido amniótico, a maturidade da placenta e o comprimento do colo do útero. O ultrassom pode ser repetido quantas vezes o obstetra achar necessário e, caso seja detectada alguma má-formação, outros exames mais detalhados serão realizados.

 

Os exames médicos realizados durante o pré-natal são importantes para identificar e reduzir muitos problemas de saúde que podem atingir a mãe e o bebê.

 

 

“Além dos procedimentos normais, existem alguns exames que são solicitados apenas quando a gravidez é considerada de alto risco, com possibilidade de alterações cromossômicas. Sem contar que é preciso consultar o médico com mais frequência, além de ter um cuidado especial com a alimentação, que deve ser baseada em frutas, legumes, grãos integrais e alimentos ricos em cálcio, deixando de lado gorduras, frituras e doces, garantindo assim uma maior quantidade de ácido fólico, ferro e demais nutrientes necessários para o bom desenvolvimento do bebê e o bom funcionamento do organismo da mãe”, indica o Dr. Renato. Repouso também é indicado, bem como evitar esforços.

 

Anote na agenda!

As consultas de pré-natal deverão ser mensais até a 34ª semana de gestação. Depois desse período, as visitas ao consultório precisam acontecer a cada 15 dias, até a 38ª semana. A partir dessa fase, pede-se retorno semanal para verificar o bem-estar do bebê até o nascimento.

 

 

Texto Jaqueline Lopes

 

Nossas fontes:

Cândida Acácia Barroca, enfermeira-obstetra e diretora da empresa Gerando Saúde

Renato de Oliveira, ginecologista responsável pela área de reprodução humana da Criogênesis

Fundação Maria Cecília Souto Vidigal

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