52% das crianças brasileiras descobriram a verdade sobre o Papai Noel na internet, revela pesquisa


Anúncios online, ferramentas de busca e mídias sociais são os maiores vilões

Costumava acontecer naturalmente: conforme ficavam mais velhas, as crianças acabavam descobrindo a verdade sobre o Papai Noel. Ou encontravam presentes ainda não embalados escondidos em algum canto da casa, ou ouviam uma conversa estranha sobre ‘contar a verdade’ sendo sussurrada no parquinho da escola, ou simplesmente somavam dois mais dois e chegavam a obvia conclusão.

Mas isso foi antes das famílias viverem grande parte de suas vidas online. De acordo com uma pesquisa global realizada pela fornecedora de rede virtual privada Hide my Ass! (HMA!), desde que o Google foi lançado, em 1997, estima-se que 26% das crianças tenham descoberto essa inconveniente verdade pela internet.

Seja nas mídias sociais, com a publicidade direcionada, ou em uma rápida pesquisa no Google, as chances dos pequenos tropeçarem na realidade sobre o Papai, seja por acidente ou intencionalmente, são maiores do que no passado.

A Idade em que eles deixam de acreditar A internet parece ter um papel fundamental na alteração das crenças natalinas de crianças em todo o mundo, contribuindo para diminuir cada vez mais a média de idade na qual as crianças deixam de acreditar em Papai Noel.

De fato, em relação às crianças nascidas entre 1997 (o ano em que o Google foi lançado) e 2005 (logo após o Facebook ser aberto ao público), que tinham entre 3 e 10 quando deixaram de acreditar em Papai Noel, a média reduziu 14.4% para a ageração seguinte: de 7 anos e 10 meses para 6 anos e 11 meses. Se essa taxa de redução continuar pelas próximas gerações, podemos ver a crença no Papai Noel desaparecer em 44 anos ***.

Esta tendência descendente é ainda mais gritante quando comparado com a idade que seus pais deixaram de acreditar no Papai Noel, em média aos 8 anos e 7 meses – o que representa uma redução de 19% entre gerações.

Os principais culpados on-line Para os 52% de pais brasileiros que culpam a internet, o maior vilão é são os sites de busca. De fato, 50% das crianças fizeram buscas no Google e caíram em páginas explicando que ele era nada além de uma lenda de Natal.

Além disso, 41% das crianças brasileiras ouvidas tiveram suas primeiras suspeitas a respeito do Papai Noel depois de visualizar anúncios online dos presentes que haviam pedidos em suas cartinhas. 25% simplesmente viu seus pais fazendo as compras de seus presentes online e começaram a desconfiar da verdade e 21% tiveram suas ilusões de Natal quebradas depois de lerem tweets ou posts no Facebook com piadinhas sobre “acreditar em Papai Noel”.

Refletindo o fato de que essa geração efetivamente nasceu na internet (e gasta uma media de 11 horas conectada a ela por semana) a pesquisa também mostra que 7% dos filhos já atuaram como verdadeiros detetives, procurando pistas no histórico de navegação online e nas contas de lojas virtuais de seus pais para achar evidências das compras de Natal efetuadas por eles - e não por Papai Noel e seus duendes. Esse trabalho de detetive Júnior ficou ainda mais fácil porque 55% dos pais brasileiros afirmaram nunca deletar o histórico de acesso a lojas online durante o período de festas.

Por essas razões, não é nenhuma surpresa que a esmagadora maioria dos pais brasileiros ouvidos (96%) acredita fortemente que a internet tornou mais fácil para as crianças de hoje descobrir a verdade sobre o Papai Noel – e bem mais cedo do que eles descobriram quando crianças.