Como transformar crianças em adultos saudáveis

Erros na alimentação durante a primeira infância podem repercutir na vida adulta

 

Em tempos em que ter uma agenda cheia de atividades não é exclusividade dos pais modernos, mas uma realidade para os filhos dessa mesma geração que procura otimizar seu tempo, reservar horários durante o dia para uma alimentação saudável se torna cada vez mais difícil. Tal comportamento pode gerar alguns problemas que, mais tarde, refletirão na saúde desses futuros adultos, como a obesidade infantil ou a baixa ingestão de vitaminas e minerais por falta de consumo de alimentos ricos em nutrientes.

 

Uma pesquisa publicada pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR)1, em março de 2015, mostra que o percentual de crianças entre 5 e 9 anos com excesso de peso chega a 33,5%. Além disso, os dados mostram que o estado nutricional na infância repercute na vida adulta. Nesse contexto, a prevalência de excesso de peso em adultos tem crescido nos últimos anos. Em 2012, metade da população adulta estava com excesso de peso, sendo 17,2%, com obesidade, segundo o estudo.

 

“Indivíduos com distúrbios nutricionais, tanto por falta quanto por excesso alimentar, podem ser mais suscetíveis a doenças, por isso a importância de saber quais são os principais erros alimentares e buscar a solução para eles. O exemplo tem de vir dos pais, que devem se esforçar para ter uma alimentação mais próxima possível da natural, ou seja, com legumes, frutas e verduras. Começar a cuidar da nutrição desde cedo é um passo importante para garantir o crescimento, o desenvolvimento e a manutenção da saúde”, explica o Dr. José Cláudio Monteiro, médico pediatra formado pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC), diretor do Departamento de Assistência à Saúde da Prefeitura de Jaguariúna e professor da PUC, em Campinas.

 

Os erros alimentares podem ser classificados como primário ou secundário. O primeiro tem relação com a alimentação quantitativa ou qualitativamente insuficiente em calorias e nutrientes, comum em dietas. Já o último se refere-se a distúrbios causados por doenças ou fator patológico não relacionados diretamente ao alimento, como verminoses, anorexia e intolerância alimentar, entre outros.

 

Consultas frequentes ao pediatra também são fundamentais para esclarecer dúvidas e apontar soluções. No caso da falta de algum nutriente, o médico pode indicar suplementação vitamínica adequada. “Na fase de crescimento, alguns nutrientes são essenciais para acompanhar essa evolução e sua ausência pode causar dificuldades de desenvolvimento, deficiências de aprendizado e aumentar o risco de doenças. Além disso, a obesidade é um problema de saúde pública e é necessário orientação para prevenção, alimentação saudável, práticas esportivas, artísticas, culturais e de lazer”, diz o especialista. 

 

 

Fonte: Assessoria de imprensa da Vitawin Kids.

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