Álcool na gravidez pode causar alterações e transtornos no bebê

 

Neonatologista e pediatra explica as causas e formas de prevenção


Você sabe o que é a Síndrome Alcoólica Fetal? Conhecida também como SAF, esta síndrome causa alterações faciais no bebê e também em órgãos do corpo, além de retardo mental e demais problemas como falta de audição, atenção e alterações de comportamento. A neonatologista e pediatra Dra. Claudia Conti Fenile explica mais sobre a doença.

 

A recomendação é clara, gestantes não devem ingerir produtos alcoólicos, porém nem sempre essa regra é devidamente seguida, “O excesso de álcool consumido pela gestante antes e durante a gravidez é responsável por desenvolver no feto a Síndrome Alcoólica Fetal ou SAF que hoje é considerada a causa mais comum de retardo mental infantil de natureza não hereditária”, conta a Dra. Claudia Conti.

 

Caracterizada por sintomas como o déficit de crescimento, alterações em características faciais e atraso no desenvolvimento neuropsicomotor, ela é difícil de ser diagnosticada..“Não existe um exame laboratorial que confirme o diagnóstico, até por que existem outros distúrbios, principalmente os comportamentais, que têm características parecidas. Nós realizamos uma avaliação clínica geral e levamos em consideração a história materna de uso de álcool e os sinais e sintomas”, explica a neonatologista.

 

Não há cura para a síndrome e o tratamento é feito de maneira sintomática além de terapia comportamental, “Nem todos os bebês nascidos com SAF apresentam os sintomas assim que nascem, eles podem ser percebidos de forma tardia e receber algumas outras definições, como SAF Parcial ou espectro de alterações relacionadas ao álcool”, dia Claudia. Os danos mais graves ocorrem no período embrionário, que é o das primeiras 4 a 6 semanas de vida intrauterina, assim quanto mais cedo diagnosticada a síndrome melhor para o bebê.

 

A prevenção é a melhor maneira de evitar a Síndrome Alcoólica Fetal, assim que descobrir a gravidez, é recomendado parar imediatamente com o consumo de álcool, a neonatologista lembra, “Não existe uma dose limite pré-estabelecida para a ingestão do álcool pela gestante que não prejudique o bebê, nossa recomendação é nível zero de álcool durante a gravidez, e preferencialmente quando se está planejando engravidar”. Atualmente a doença atinge dentre 0,5 e 3 casos a cada 1000 bebês no mundo.

 

 

 

Fonte: Assessoria de imprensa do Grupo São Cristóvão.

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