Reumatismo também é coisa de criança

Pais devem ficar atentos às dores e inchaços nas juntas

 

Sempre associado à população adulta, o reumatismo também pode afetar crianças e adolescentes. O diagnóstico precoce e o tratamento específico são aliados fundamentais para combater a doença e proporcionar melhor qualidade de vida aos pacientes.

 

De acordo com a dra. Cássia Passarelli, presidente do Departamento de Reumatologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo, a patologia mais comum é a artrite idiopática juvenil, além do lúpus, da febre reumática e de outras doenças inflamatórias. “Dor é manifestação de que algo está errado – por isso, se a criança acusar algum incômodo, é imprescindível consultar o pediatra para o devido encaminhamento”, alerta.

 

Geralmente, caracterizam-se por dor e inchaço nas juntas, dificuldade para andar e dor nas pernas. Alguns tipos cursam com febre prolongada e lesões de pele. “São doenças inflamatórias que ocorrem em indivíduos geneticamente predispostos, desencadeadas por processos ambientais desconhecidos”, explica a especialista.

 

O diagnóstico muitas vezes não é claro, o que pode confundir com outras doenças e até mesmo com alterações próprias da infância. Passarelli afirma que, por isso, os pais devem ficar atentos e levar os filhos ao pediatra, que encaminhará ao reumatologista pediatra. “Grande parte dessas doenças é crônica, porém contamos com tratamento e controle, possibilitando ao paciente uma vida normal, ou praticamente normal”, conta.

 

Conheça as doenças reumáticas mais frequentes em crianças e adolescentes.

 

Artrite Idiopática Juvenil

 

Causa inflamação nas juntas com duração de pelo menos 6 semanas e com início até os 16 anos de idade. Pode levar à dor, inchaço, vermelhidão, calor, diminuição dos movimentos e deformidades. Outras partes do organismo também podem ser afetadas, como coração, olhos, músculos, tendões e pele. Pode durar anos, com períodos de remissão e atividade.

 

Febre Reumática

 

Ocorre mais frequentemente a partir de cinco anos de idade, tem origem em uma infecção de garganta causada pela bactéria estreptococo, apenas em crianças predispostas. Os sinais mais comuns são febre, fortes dores articulares e lesões de válvulas cardíacas, além do comprometimento neurológico. É considerada uma das principais causas de problemas cardíacos em jovens no Brasil. O tratamento consiste em injeções intramusculares de penicilina.

 

Lúpus Eritematoso Sistêmico Juvenil

 

É uma doença crônica relacionada a alterações do sistema de defesa do organismo (sistema imunológico). As células que deveriam defender de bactérias, vírus e outros agressores passam a não reconhecer o organismo e atacar o próprio corpo. Em geral, o lúpus evolui em surtos e todos os órgãos podem ser afetados pelo processo inflamatório – pele, rins, articulações, sistema nervoso e sangue, por exemplo. Os pacientes são avaliados e submetidos a exames laboratoriais periodicamente. O tratamento é prolongado e, algumas vezes, requer períodos de hospitalização.

 

Fonte: Assessoria de imprensa da SPSP.

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