Educação é instrumento para afastar jovens da trajetória de crimes, mostra Ipea


O estudo Trajetórias Individuais, Criminalidade e o Papel da Educação, divulgado em setembro pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), mostra que o eixo básico de qualquer política preventiva e efetiva de segurança pública é a educação. O trabalho aborda a trajetória do indivíduo desde os problemas que podem ocorrer na infância e que podem gerar problemas comportamentais no futuro, como hiperatividade, agressividade e tendência ao isolamento. Analisando o mapa dos crimes no país, o autor do estudo, Daniel Cerqueira, afirma que é possível perceber que 50% dos homicídios estão concentrados em 81 municípios e que 10% dos bairros desses municípios concentravam metade dos homicídios, mostrando que a localização geográfica pode facilitar a implementação de políticas efetivas. Para Cerqueira, os governos devem construir políticas focalizadas em jovens que residem nos locais mais violentos do Brasil, onde o desempenho educacional também se mostra muito pior do que nos bairros menos violentos. É onde se concentram, ainda, os mais pobres. “Como os alunos já vêm de uma desvantagem cultural e educacional desde a infância, dada à sua situação de pobreza e vulnerabilidade, você imaginaria que eles vão ter pior desempenho. Mas olhando outros indicadores da qualidade das escolas, como a provisão de recursos, vemos que nos bairros mais pobres se concentram as piores escolas do ponto de vista da oferta de recursos para o setor educacional”, destaca.

Por Marisa Sei

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