Decidimos nos separar. E agora? Como lidar com os filhos?

 

 

Muitos casais buscam ajuda de profissionais especializados quando a difícil tomada de decisão é a separação. Sim, é preocupante. Mas se a decisão aconteceu, é muito importante amparar os filhos nesse processo de luto, para enfrentar a nova fase, sempre com maturidade e assertividade.

 

Por mais que os pais sejam cuidadosos, a rotina é alterada. Porém, há como preparar as crianças a enfrentarem tudo, de acordo com a idade delas. Vai depender da fase do desenvolvimento, da movimentação desta família e, claro, de como esses adultos (pais) estão lidando com a situação. Por isso, cada idade, cada persona requer um tipo de abordagem sobre o assunto.

 

As reações dos pequenos são as mais diversas. Por mais que, às vezes, as reações sejam imperceptíveis, elas estão lá e vão entrar em erupção a qualquer momento.  Há necessidade de tudo ser tratado com transparência, demonstração de afeto, amor, carinho e respeito. E mais: a separação do casal não precisa ser motivo para mais culpa em relação aos filhos, quando muitos pais recompensam com coisas materiais. Mas deve ser encarada com responsabilidade e como uma nova chance para todos.

 

 

Até os 2 anos

A criança está na fase de adaptar-se ao mundo. Tudo a sua volta é absorvido, principalmente nos primeiro meses de vida. A mãe é o seu segmento, ainda estão ligados pelo cordão umbilical imaginário, e tudo que ela sente, reflete no bebê. Então, vamos lá: muito provável que haja noites mal dormidas, comportamento irritadiço, choro excessivo, mudanças no apetite...

 

Espere: estamos falando da mãe ou do bebê? De ambos. Os bebês vão ter alterações de comportamento e consequentemente vão surgir alguns sintomas como dor de barriga, mal-estar e febre sem motivo aparente. Tudo isso são algumas das respostas dos bebês a essas mudanças.

 

Com as crianças mais velhas, a separação pode desencadear desânimo, redução do interesse por brincadeiras e atividades rotineiras. É nesta fase também que o universo da criança passa a não se restringir mais à mãe e o pai começa a desempenhar um papel diferente para ele. Por isso, é importante que a distância não destrua o vínculo entre eles.

 

 

Até os 6 anos

 

A criança já consegue perceber que há algo diferente e surgem as perguntas que perfuram a alma: "cadê o papai?", "por que a mamãe não está aqui?", "por que vocês brigaram?" etc. Suas dúvidas e inseguranças, no entanto, vão além do que perguntam. Existe o medo do abandono, da perda do amor do pai ou da mãe.

 

A criança fantasia, acredita que o que ela pensa, acontece. Começa então, em muitos casos, a regredir em relação a eventos já elaborados, (volta a fazer xixi na roupa, na cama, dificuldade em pronunciar as palavras que já dominam). Demonstra raiva, angústia, agressividade, tem choros frequentes, não dorme bem, muito ou pouco. Para acalentar essa criança e acalmar seus conflitos emocionais, é preciso muita conversa. Ela tem de perceber o interesse dos pais em seus sentimentos.

 

Se a criança conseguir expressar esses sentimentos através de desenhos e brinquedos é melhor ainda. Converse na escola, coloque os professores a par da situação, pois são eles as figuras mais importantes para a criança depois dos pais.

 

A partir dos 7 anos

 

As crianças conseguem formar conceitos, percebem o que está acontecendo, têm um julgamento mais apropriado da situação. Tendem a fazer muitas perguntas e a manifestar tristeza e descontentamento de maneira clara e direta. O que elas precisam? Do colinho dos pais.

 

Quanto maior a criança, maiores são suas condições psíquicas para lidar com a ruptura. Mesmo assim, há o sofrimento, há o luto, isolando-se de amigos, se recusando a fazer tarefas simples, como escovar os dentes, por exemplo. Chega a imaginar dores e impossibilidade de locomoção, agressividade, irritabilidade e muitos outros sintomas.

Claro que não podemos descartar a hipótese de não ser só imaginário. Cuide!

 

Sempre, a melhor maneira de lidar com isso é uma boa conversa, seja descontraída ou séria. Deixe a criança expressar o que sente, como ela quiser, irradie amor, carinho e mostrem-se equilibrados. Em alguns casos, procure um especialista para auxiliá-los.

 

Lembrem-se, pais!

 

Vocês estão fazendo suas escolhas e isso vai causar uma reviravolta, mas seja como for, tudo tem um final experiencial. Aproveite para prestar atenção no filho. Pode ser que ver os filhos sofrendo é mais dolorido do que nossa própria dor.

 

 

Por Cidinha Marsal – Psicóloga e Psicanalista Infantil
https://www.facebook.com/cidinha.marsal
www.grupoiep.com.br

 

Este conteúdo é compartilhado no programa Escolas do Bem, do Instituto Noa

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