Íngua na infância: conheça os sintomas e tratamentos

 

Popularmente conhecida como íngua, a linfadenopatia é uma doença comum na infância que atinge os nódulos linfáticos, pequenas estruturas localizadas no trajeto dos vasos linfáticos, e atuam como órgãos de defesa do sistema imunológico pela capacidade de bloquear a entrada de vírus e bactérias no organismo.

 

A patologia pode ser causada por infecções por vírus, bactérias ou fungos como uma gripe, resfriado, gengivite, infecção de orelha ou um impacto no dente e necessita de acompanhamento médico para diagnosticar o tipo da doença.

 

Os nódulos benignos vêm acompanhados de inflamação, dor e se movem ao toque, já os malignos, em geral, são endurecidos, não móveis e indolores sem a presença de inflamação.

 

De acordo com o pediatra dr. Hamilton Robledo, a localização do nódulo pode definir a malignidade. "Os nódulos benignos costumam aparecer na região da nuca e atrás das orelhas em menores de um ano de idade. Após os dois anos, na região do pescoço e virilha. Já aqueles localizados no cotovelo e acima da clavícula não são comuns e geralmente são avaliados em biópsia", explica o médico.

 

Os sintomas da linfadenopatia são o aparecimento de caroço em regiões como pescoço, axila e virilha, quadro de febre, perda de peso, sudorese noturna e presença de sinais inflamatórios como a pele avermelhada ao redor.

 
Como tratar a íngua?

 

O tratamento varia de acordo com a causa do surgimento do nódulo. "Nos quadros infecciosos como amigdalite ou faringite são indicados antibióticos e podem levar até seis semanas para desaparecer. Se persistir, é realizada a biópsia para saber o motivo do aumento deste gânglio e manter o acompanhamento médico", finaliza o pediatra.

 
Os pais ou responsáveis devem procurar ajuda médica quando:

 

- Encontrar um nódulo nas regiões comuns que apresente sensibilidade ao toque, vermelhidão e não desapareça por semanas.
- Quadros de febre, perda de peso inexplicada ou suor noturno.
- Notar que o nódulo é fixo e duro ao toque.

 

Fonte: Dr. Hamilton Robledo, pediatra da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo.

 

Este conteúdo é compartilhado pelo Programa Escolas do Bem, do Instituto Noa.

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